Dia oito de março, dia internacional da mulher.
Em todas as empresas se pensa em ações de comunicação interna para que este dia não passe em branco e para que a auto estima das funcionárias seja estimulada. Pois todos sabem que funcionárias satisfeitas produzem mais.
Quem não encontrou a mulherada com botões de rosas desfilando pela rua, no sábado, dia 08 de março?
Infelizmente nem todas as "ações-pensadas" são bem pensadas. Uma empresa local, cujo nome não vem ao caso, deu às suas colaboradoras um 'mimo' que pode se chamar no mínimo de reducionista e preconceituoso: "Um Kit Costura".
Sem crucificar a pessoa que fez esta escolha, vamos aproveitar este incidente para pensar sobre as escolhas que nós também fazemos quando se trata de pensar em como homens e mulheres devem ser presenteados/as.
Quem tem família grande, com vários filhos e sobrinhos, pense no que acontece no dia de Natal, por exemplo: os 'homenzinhos' ganham carrinho de corrida, pistas de carrinhos de corrida... e as 'mulherzinhas' ganham conjuntinhos de chá, mini cozinhas, bonecas que imitam bebê... tudo isso para que o menininho aprenda que ele vai crescer e deve se preocupar em correr rua, enquanto a mocinha vai aprender a cuidar da casa e da procriação.
Quantas mulheres ouvimos defender o maridão dizendo: "meu marido me ajuda", como se lavar uma louça de vez em quando fosse uma grande coisa.
Igualdade é os dois cumprirem juntos as tarefas da casa, assim como os dois juntos já buscam no trabalho o recurso financeiro para manter filhos e demais despesas.
Acredito que a igualdade deve ser conquistada no âmbito dos direitos e deveres, as responsabilidades e o valor de cada gênero.
Nós mulheres esquecemos de preservar a nossa essência feminina! Nisso eu concordo. Nos tornamos mais machistas que o pior dos machistas, quando queremos nos igualar aos homens, imitando sua masculinidade.
Ser mulher plenamente é viver em igualdade de oportunidades, e aproveitar estas oportunidades sem matar a nossa essência feminina.
E isso vai muito além de fazer alguns reparos de costura! A feminilidade está viva quando somos capazes de criar, de rir, chorar, cuidar!
A ternura da mulher precisa existir para dar equilíbrio às relações.
Todos ganham com a igualdade de oportunidades! O mundo corporativo com toque feminino fica mais humano.
Vamos valorizar nossas diferenças e crescer juntos ao colocá-las à disposição uns -- e umas -- dos outros -- e das outras --, sem submissão, mas com parceria e igualdade.
Os Peregrinos
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“Se oceis pensam que nóis fumo embora,
nóis enganemo oceis...
Nóis fingimo que fumos e vortemos;
ói nóis aqui traveiz!”
(Demônios da Garoa)
Bom, pessoal... Depois da virada do ano e do Carnaval, é agora que tudo recomeça neste país... Inclusive o blog dos peregrinos.
:-D
E recomeçamos com um texto, fruto de nossas reflexões de férias (At 2,12-21):
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(A seguinte cena se dá logo depois do milagre de Pentecostes, onde os Apóstolos começam a falar em línguas)
“Sem saber o que pensar, (os que presenciaram a cena) perguntavam uns aos outros: Que significam estas coisas? Outros, porém, escarnecendo, diziam: Estão todos embriagados de vinho doce.
Pedro então, pondo-se de pé em companhia dos Onze, com voz forte lhes disse: Homens da Judéia e vós todos que habitais em Jerusalém: seja-vos isto conhecido e prestai atenção às minhas palavras. Estes homens não estão embriagados, como vós pensais, visto não ser ainda a hora terceira do dia.
Mas cumpre-se o que foi dito pelo profeta Joel (Jl 3,1-5):
Acontecerá nos últimos dias – é Deus quem fala –
que derramarei do meu Espírito sobre todo ser vivo:
profetizarão os vossos filhos e as vossas filhas.
Os vossos jovens terão visões e os vossos anciãos sonharão.
Sobre os meus servos e as minhas servas derramarei,
naqueles dias, do meu Espírito e profetizarão.
Farei aparecer prodígios em cima, no céu,
e milagres embaixo, na terra:
sangue, fogo e vapor de fumaça.
O sol se converterá em trevas e a lua em sangue,
antes que venha o grande e glorioso dia do Senhor.
E então todo o que invocar o nome do Senhor será salvo.”
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Este texto nos colocou diante da seguinte pergunta:
“O que o texto acima representa hoje para a sua vida e a da sua comunidade?”
Ao que respondemos, depois de refletirmos:
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Está faltando à Igreja de hoje confiar um pouco mais na ação do Espírito Santo.
Nossas lideranças se especializaram, ao que parece, em “decretar” onde o Espírito não está. Já, onde Ele está, ninguém sabe muito bem ao certo.
Aí, pra não ter erro, convencionou-se que Deus só pode ser encontrado, com a mais absoluta certeza, nos templos; e que é mais provável Ele falar a teólogos, bispos e padres do que aos leigos.
Como se fosse preciso diploma ou cargo para entender a linguagem do Espírito.
Quem não estudou, ou não ocupa determinada “cadeira”, se diz estar agindo por intermédio do Espírito, ou ganha o título de “Falso Profeta”, ou então só pode estar bêbado.
Certo é que existiram falsos profetas em todos os tempos, como já predizia Jesus... Mas onde está escrito que um dos requisitos para Falso Profeta é não ter diploma ou status?
Será que o Espírito sabia que os Apóstolos eram (quase todos) homens iletrados?
O que houve com o “sopra onde quer”? (Jo 3,8)
Talvez Jesus devesse ser mais claro quanto ao "QUEM QUER"...
É Natal!!! Um menino nos foi dado...
Linda simbologia!!! Um menino, uma criança, sinal de uma nova vida! Mas que vida nova é esta?
Se fixarmos a atenção nos Presépio, seja rico ou pobre, comum ou criativo, vivo ou cenográfico, sempre veremos algo novo! Mas entenderemos qual a novidade?
Desconfio consideravelmente que é necessário ver o todo, o que Cristo foi e é (um Menino que virou Homem e revelou-se Deus), o que Ele fez (o nascimento em um ambiente fedendo estrume de vaca, a infância e adolescência cercadas de mistérios, uma vida pública agitada e cheia de tumultos, perseguições, traições, lágrimas, suor, vinho, festas, discussões políticas...) e a conseqüência de seus atos (sua “vergonhosa” morte na Cruz, que lhe propiciou a Vitória sobre a Morte e a Glória da Ressurreição).
Entretanto, o que temos? De um lado, o Presépio, que torna o nascimento numa manjedoura (cocho para cavalos) uma honra, um luxo, a coisa mais terna que o Natal tem a nos oferecer... Do outro lado, temos a Via-Sacra, que mostra o quanto o Homem-Deus sofreu, deixando-nos com uma culpa tão pesada que quase morremos de tristeza ao ver tanto sangue derramado (por nós, como se faz tanta questão de enfatizar).
E entre uma coisa e outra, o que temos???
Que legal, né!?! Resta-nos a ilusão de que tudo é flor (mesmo cheirando a comida de cavalo), ou dor (com tanto sangue e culpa que chega-se a esquecer do que o próprio Cristo disse: “Pecado não é hereditário; os revéses inexplicáveis da vida não são ‘herança maldita’!”).
Entendo que algumas coisas são difíceis de retratar... Os valores, por exemplo, tais como “amar até os inimigos”. Ou então o verdadeiro motivo de Cristo ser dado a festas e ao vinho. Ou então os motivos políticos e sociais que estavam por trás das discussões com os Doutores da Lei.
Mas não há como negar uma coletiva má vontade que nos força a tratar o assunto sempre com superficialidade, não é!?!
E não será por isso que o Natal e a Páscoa se resumiram a festas e presentes? Não será por isso que as crianças exigem presentes em troca de bom comportamento, enquanto Cristo ensinou a gratuidade, em vez da retribuição?
Não será por isso que uma jovem morreu em Santa Cruz/RS, sentada na janela de um carro, manobrado “radicalmente” por seu namorado, em “comemoração” ao Natal?
Não será por isso que os inimigos dizem, hipocritamente: “Só por hoje vou te perdoar”?
Não será por isso que Papai Noel virou a figura central da festa de nascimento do Cristo?
Aliás... Papai Noel não começou mal! Ele era o Bispo Nicolau – este sim um Bom Velhinho – que ajudava os mais necessitados, principalmente no Natal. Mas, desde que a Coca-Cola “comprou o seu passe”, ele está a serviço do dinheiro. Assim, quanto mais rico, mais fácil viver o “Espírito do Natal”.
O Menino virou Homem e revelou-se Deus. Bendito seja o dia em que Ele veio ao mundo. E que todos saibamos realmente o que estamos comemorando.
Feliz Natal!!!
Se nem todos nos perguntamos isso – talvez porque já nascemos vivendo o “Espírito(?) do Natal” – é bom saber que há quem se pergunte! E é gente muito cristã e muito católica! Como esse Padre...
DIÁRIO ABERTO
(apenas alguns trechos)
2007 DEZEMBRO 03
[...] O natal do menino-jesus dos clérigos e da sua Igreja católica romana foi, nos últimos anos, totalmente comido pelo natal do menino-jesus e do pai-natal do grande Comércio e das suas feéricas catedrais de Consumo, todas elas muito mais atraentes e confortáveis do que as velhas e inestéticas catedrais dos bispos e as igrejas paroquiais mal iluminadas e gélidas nestes dias de outono-inverno, [...] com imagens de santas e de santos que remetem [...] para tempos e modelos de vida humana que não são mais os nossos, nem nunca voltarão a ser [...].
[...] Não pensem, então, que estou a escrever tudo isto com satisfação, num desapiedado bota-abaixo contra a Igreja. Não. É com dor e lágrimas que escrevo. Porque eu próprio sou Igreja nesta Igreja, ainda que já não alinhe, desde que, felizmente, cresci na Fé cristã jesuânica, em nada destas coisas eclesiásticas [...].
[...] O menino-jesus não existe mais, nem sequer como fotografia, e, quando historicamente existiu, nos seus anos de infância, ninguém o tratou como hoje o tratam, nem sequer a mãe e o pai biológicos, pois ele foi um menino pobre/remediado em tudo igual aos demais. As imagens que dele se têm feito [...] são uma injúria ao seu Nome de Homem adulto e à sua Memória politicamente subversiva e perigosa e conspirativa, pois têm o perverso efeito de nos [...] fazer sair do Tempo e introduzir-nos no Mito, uma arma mais e poderosíssima das minorias dos privilégios contra as suas inúmeras vítimas que, graças a ele, também saem do Tempo e da Luta política duélica que sempre haveriam/haverão de protagonizar para passarem dos Ninguém que são a Alguém que todas elas estão chamadas a ser [...].
[...] Constato, com tristeza ainda maior, que nem estes meus irmãos mais ilustrados rasgam o véu da Mentira institucionalizada à volta destes adventos e destes natais eclesiásticos, o que manifestamente retira profecia aos seus escritos e Boa notícia de Deus, a de Jesus, a qual, como já sublinhou o apóstolo Paulo, pela década de 50 do século I, é escândalo para todos os eclesiásticos/religiosos e loucura para todos os Executivos do Mundo, nomeadamente, os três mais vertebrais, o do Dinheiro, o do Poder político e o do Templo/Religões, todos eles muito bem disfarçados de personalidades, mas que, no fundo, não passam de profissionais da Mentira e assassinos, por omissão e acção, dos povos, já que é graças a eles, que esta perversa Ordem Económica Mundial do Dinheiro que fabrica pobres e pobreza em massa se perpetua, de geração em geração [...].
[...]Que fique, pois, aqui bem claro e duma vez por todas: O menino-jesus não existe (existiu Jesus menino, como todos os seres humanos quando nascemos), mas como menino-jesus, a nascer todos os anos, não existe nem nunca existiu. O natal que a Igreja e os donos das grandes catedrais do Consumismo nos querem obrigar a celebrar todos os anos [...] não é de Jesus, o de Nazaré, nem tem nada a ver com ele. O advento do calendário litúrgico eclesiástico [...] Não passa de um jogo litúrgico que serve apenas para entreter/ocupar clérigos formatados para desviarem as populações do Tempo e das lutas políticas duélicas que foram sempre as de Jesus, o de Nazaré, e têm de ser as das suas discípulas, dos seus discípulos, enquanto durar a História [...].
[...] É então mais do que tempo de acordarmos, como Igreja e como Humanidade. Evangelizar os pobres e os povos é preciso, imperioso e urgente. E do núcleo essencial da Boa Notícia de Deus que é Jesus, o de Nazaré, [...]faz parte a boa notícia de que o Mito, por muito poético que possa ser, só serve para nos tirar e aos povos do Tempo e das lutas políticas duélicas que urge travarmos com inteligência e audácia desarmadas. Igualmente faz parte essencial desse núcleo da Boa Notícia de Deus a anunciar/praticar hoje e sempre que o Ressuscitado Jesus da nossa Fé cristã eclesial é o Crucificado Jesus, sob Pôncio Pilatos e a pedido dos sumos sacerdotes Anás e Caifás, devido às Causas em que ele duelicamente se envolveu contra a Mentira e o Assassínio institucionalizados, no seu tempo e país, já então disfarçados de Ordem Mundial [...].
Fonte:
http://padremariodemacieira.com.sapo.pt/diario.htm
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O texto, em tom agressivo – nitidamente um desabafo – não deixa de ser profético.
Vale lembrar que é um texto de Portugal, onde a imagem do menino-jesus é tão comercialmente explorada quanto, aqui no Brasil, a do nosso “Bom(?) Velhinho”!
Alguns poderão dizer: “Mas... e as nossas crianças? Elas precisam de um mundo de fantasias e de sonhos! É no imaginário que se desenvolvem todas as suas potencialidades... Não podemos simplesmente vendá-las!”
É verdade... Não podemos impedi-las de sentir o fascínio do Papai-Noel! Mas podemos ensiná-las a lutar, desde pequenas, pela igualdade!
Não estamos ensinando nossos filhos, desde muito cedo, a discriminar os mais pobres e a se fechar no individualismo?
Exemplo: “Arturzinho... Você mereceu seu presente, pois foi um bom menino! A Manuelita, filha do nosso vizinho, não se comportou... Por isso não ganhou a bicicleta!”
E o Arturzinho conclui: “Tadinha da Manuelita... Mas o importante é que EU ganhei meu Play Station!”
E por que o ponto alto da celebração de Natal são os presentes? Onde fica a partilha? A convivência? A solidariedade?
Se, de pequeninos, eles aprendem a se preocupar com os coleguinhas, a ser solidários com os pobrezinhos, quando crescer certamente vão querer um mundo melhor para todos! E aí vão entender que o Menino nascido numa manjedoura, embora Rei, de tudo se despojou pelo bem dos que nada tinham, com o único objetivo de que fosse imitado, inclusive na Morte e Ressurreição!
Se pelo menos isso pudermos mudar, então, com todo direito, poderemos nos desejar... UM FELIZ NATAL!!!
Há tempos que não ando nas estradas deste blog...
partilho com os amigos o texto que postei no Olhe o Céu...
mas que tem mais cara de Peregrinos...
Divirtam-se.
Babi
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Que a irreverência e o desprendimento de Exú me animem a não encarar as coisas da forma como elas parecem à primeira vista e sim que eu aprenda que tudo na vida, por pior que seja, terá sempre o seu lado bom e proveitoso! Laro Yê Exu!
Que a tenacidade de Ogum me inspire a viver com determinação, sem que eu me intimide com pedras, espinhos e trevas. Sua espada e sua lança desobstruam meu caminho e seu escudo me defanda. Ogum Yê meu Pai!
Que o labor de Oxossi me estimule a conquistar sucesso e fartura às custas de meu próprio esforço. Suas flechas caiam à minha frente, às minhas costas, à minha direita e à minha esquerda, cercando-me para que nenhum mal me atinja. Okê Arô Ode!
Que as folhas de Ossanhe forneçam o bálsamo revitalizante que restaure minhas energias, mantendo minha mente sã e corpo são. Ewe Ossanhe.
Que Oxum me dê a serenidade para agir de forma consciente e equilibrada. Tal como suas águas doces – que seguem desbravadoras no curso de um rio, entrecortando pedras e se precipitando numa cachoeira, sem parar nem ter como voltar atrás, apenas seguindo para encontrar o mar – assim seja que eu possa lutar por um objetivo sem
arrependimentos. Ora YeYêo Oxum!
Que o arco-íris de Oxumaré transporte para o infinito minhas orações, sonhos e anseios, e que me traga as respostas divinas, de acordo com meu merecimento. Arrobobo Oxumaré!
Que os raios de Yansã alumiem meu caminho e o turbilhão de seus ventos leve para longe aqueles que de mim se aproximam com o intuito de se aproveitarem de minhas fraquezas. Êpa Hey Oyá!
Que as pedreiras de Xangô sejam a consolidação da Lei Divina em meu coração. Seu machado pese sobre minha cabeça agindo na consciência e sua balança me incuta o bom senso. Caô! Caô Cabecilê!
Que as ondas de Yemanjá me descarreguem, levando para as profundezas do mar sagrado as aflições do dia-a-dia, dando-me a oportunidade de sepultar definitivamente aquilo que me causa dor e que seu seio materno me acolha e me console. Odoyá Yemanjá!
Que as cabaças de Obaluayê tragam não só a cura de minhas mazelas corporais, como também ajudem meu espírito a se despojar das vicissitudes. Atotô Obaluayê!
Que a sabedoria de Nana me dê uma outra perspectiva de vida, mostrando que cada nova existência que tenho, seja aqui na Terra ou em outros mundos, gera a bagagem que me dá meios para atingir a evolução, e não uma forma de punição sem fim como julgam os
insensatos. Saluba Nanã!
Que a vitalidade dos Ibeijis me estimule a enfrentar os dissabores como aprendizado; que eu não perca a pureza mesmo que, ao meu redor, a tentação me envolva. Que a inocência não signifique fraqueza, mas sim refinamento moral! Onibeijada!
Que a paz de Oxalá renove minhas esperanças de que, depois de erros e acertos; tristezas e alegrias; derrotas e vitórias; chegarei ao meu objetivo mais nobre; aos pés de Zambi maior! Êpa Babá Oxalá!
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Sabem que sou católica, até pouco tempo atrás, era 'de carteirinha'...
hoje tô mais prá católica por teimosia...
mas vamos em frente!
Recebi esta oração em um grupo que preza o diálogo inter-religioso, e não pude deixar de postar, até porque... o 20 de novembro está chegando, e a questão do negro no Brasil é uma questão ainda pouco explorada.
Moro em uma região de colonização alemã, (o berço, aliás, pois foi aqui que a primeira leva chegou .. em 1824).
Chegou e simplesmente 'deletou' a existência dos negros, que estavam em São Leopoldo desde muito antes, haja visto que isto era uma Real Feitoria (um espaço onde o império mantinha escravos com o intuito de cultivar a terra e produzir para o império... aqui plantava-se linho).
Deixo neste espaço esta oração, pois rezar com o diferente, é uma forma de também enxergar Deus.
Acho muito interessante a forma como a cultura africana se relaciona com suas divindades... a questão do 'ter a divindade em seu corpo' é uma teologia muito interessante... muito diferente de nós cristão ocidentais que a jogamos cada vez mais para fora... trancamos em igrejas/padarias, portadoras e únicas fabricadoras do Deus/pão.
Egoísmo?
bom... isso é discussão para outro momento....
Rezemos com o povo negro...
E que neste dia 20 de Novembro saibamos aprender um pouco a resistir aos poderes opressores, como fez Zumbi.
E que, do mesmo modo que os africanos/africanistas rezam com seus orixás... que nos aproximemos de verdade do nosso Deus, dos nossos valores.
Amém, Axé!
“Ai, meu pé... Não olha por onde eu ando!?”
Pois é... Pisão no calo dói pra chuchu! E um calo que tem doído muito em nossa amada Igreja é o divórcio.
O assunto é sério!!! E merece ser tratado com respeito!
Então... Estava eu trocando os canais da TV quando me deparei com um conhecidíssimo programa, estilo mesa-redonda, que passa às noites, durante a semana, na Canção Nova.
As pessoas – coitadas – ainda escrevem para lá querendo algum consolo, algum conforto.
Aconteceu de alguns divorciados escreverem pro programa, contando sua situação. Esperavam, de certo, palavras do tipo “Deus te ama”, “siga em frente”, “procure seu padre” etc.
Mas qual o quê, minha gente!? Foram queimados, como bruxas, em praça pública.
“A culpa é do egoísmo do homem (opa!!! cadê a mulher!?), que busca sua própria felicidade! O segredo do casamento é fazer o outro feliz!” – vaticinavam eles.
Mas peralá um pouquinho... Primeiro, se a culpa é do homem; se homossexualismo é sodomia, haram, pecado gravíssimo; então o segredo é fazer A outrA feliz.
(quem não entendeu a ironia, leia a postagem anterior)
Um programa que vai diariamente ao ar, em rede nacional, pretendendo ser a “voz” da Igreja (opa... não é mais a voz de Deus!? Que bom... só não sei se evoluímos ou retrocedemos)...
Um grupo que – vira e mexe – sai dando carteiraço, ou seja, “esfrega” esse ou aquele documento da Igreja na cara de seus interlocutores (engraçado como quase nunca citam a Bíblia)...
Enfim... Esses santos vêm a público tratar um assunto tão sério, tão delicado, com tamanha leviandade?
Ora, façam-me um favor! Não ofendam a minha inteligência!
Tá certo... Cada um deve ser responsável por seus atos... Mas responsabilidade, neste caso, requer discernimento, que é condição para o livre-arbítrio, ou seja, para a Liberdade: liberdade de escolher quem é a pessoa que vai passar a vida toda ao nosso lado.
Só que, para discernir, é preciso informação! Agora me digam... Que qualidade de informação tem um curso de noivos aplicado em 7 encontros, ou 1 dia, ou 1 final de semana?
Os divorciados são os culpados de sua sina? Que seja!!! Mas por que há tantos divorciados, tanta gente “errada”?
E por que há setores da Igreja (veja bem: se-to-res) agindo como os “amigos” de Jó, insistindo no castigo divino, em vez de ouvir a denúncia de Jó, que aponta as reais causas do sofrimento (cf. Jó 24,1-12)?
Não falta, também, à Igreja, assumir sua culpa? Sim, culpa!!! Também a Igreja é culpada pelo que está acontecendo!
Imaginem... Outro dia chegou um crismando pra mim e falou que Cristo era um espírito. Não... Não o Espírito Santo... Se fosse confusão com a Ssma. Trindade até dava pra encarar, pois é muito comum. Ele falava de um espírito mesmo, vagando por aí...
Ora... Se nem isso lhe ensinaram na catequese (teoricamente, a especialista em doutrina), imaginem o que essas crianças aprendem sobre valores como o Amor, a Vida, a Justiça, a Felicidade...
Daí, quando milhares de casais sobem despreparados ao altar, e em pouco tempo se divorciam, vêm algumas “autoridades eclesiais” dizer ao público que a culpa é do povo, pois este só pensa na beleza do cerimonial, no status perante a sociedade, esquecendo-se da importância do sacramento.
Pois bem... Mas Jesus, quando fala do divórcio, não chama exatamente o povo de “duros de coração”.
Quando perguntado sobre a Lei do Divórcio, o Mestre critica a própria Lei, ou seja, os fariseus. Afinal, não são eles os interlocutores de Jesus, naquele momento? (cf. Mt 19,3-8; Mc 10,2-6; Lc 16,14-18)
Não é curioso que os textos mostrem Jesus chamando a atenção dos fariseus, os líderes políticos e religiosos da Palestina?
Exime-se, assim, o povo de culpa??? Não... Com certeza não!!! Mas Cristo mostra que culpa maior têm os Doutores da Lei, os detentores do Poder (Informação também é Poder).
Portanto, herdeiros e herdeiras do farisaísmo... Menos falácia e mais cuidado com o povo! Não... Não é pra ter medo do povo! Cuidado, aqui, quer dizer: olhem com carinho para o povo, desçam até ele, até nós, até os pobres, o povão... aí olhem de perto e vejam que não somos maus! Talvez mal orientados... Mas maus nunca, jamais!
– João, é verdade que tu é heterossexual?
– Deixa disso, ómi... Eu sou é macho!!!
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– Por que piada de loira é curtinha?
– É pras morenas entenderem...
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Pois é... O assunto virou piada, mas não tem graça. Um dos piores problemas levantados nas discussões de gênero é a discriminação. E mesmo as pessoas mais esclarecidas não conseguem se livrar totalmente da bagagem machista, herdada quiçá genética ou convenientemente.
Cientes de estarmos num grupo privilegiado, mas ainda assim discriminado – o dos homens que querem discutir Gênero – iniciamos em São Leopoldo/RS, numa quinta-feira (29/Ago/2007), via CEBI-RS (Centro Ecumênico de Estudos Bíblicos), os encontros sobre Bíblia e Masculinidades.
É um grupo bem reduzido – 9 homens. Estamos, nesta fase inicial, olhando o que já foi construído pelas mulheres e pelos homossexuais. Constatamos que elas e eles já avançaram muito. E, por isso, pegamos uma carona nessas reflexões para, a partir daí, começarmos a construir conceitos de masculinidades.
Mas nem só das discussões femininas e homossexuais se vive um grupo de homens. Esboçando algumas discussões sobre o nosso gênero, vimos que o termo mais apropriado para o nosso estudo é exatamente “masculinidades” (no plural), pois há diversas experiências, diversos modelos, diferentes atitudes que tornam inviável classificar o universo masculino dentro de um único grupo.
Exemplo disso são as nossas próprias experiências particulares. No dia-a-dia sentimos a existência de um comportamento imposto, que manda ainda as mulheres para a cozinha e é pra lá de homofóbico (como o presidente da federação pernambucana de futebol, que considerou “muito carinhosa” a atitude do dirigente são-paulino que abraçou um jogador corintiano). Essa mesma linha de pensamento diminui, ridiculariza homens como nós, que questionam, hoje e desde sempre, esses “padrões”.
Alguns de nós, por exemplo, são casados. Entre eles, há os que contribuem menos com os rendimentos da casa do que suas esposas. Perante os próprios parentes, esses homens sentem o peso do discurso dominante. São os pais e irmãos os primeiros a cobrar que eles assumam “seu” papel(?) de provedor. Afinal de contas... “É uma vergonha um homem ser sustentado pela mulher”.
Foi, inclusive, sugestão de um dos casados, sentindo o peso dessa suposta “humilhação” que querem nos impor nossos parentes e amigos, que iniciássemos nossos estudos lendo Jó. Constatamos que Jó encarna perfeitamente o papel do homem que supostamente fracassa – e, por isso, tem de ouvir o escárnio dos “amigos” – mas cuja vida acaba denunciando um sistema estereotipado e excludente, onde ser autêntico não tem vez.
Bom... Enfim... O ano está praticamente encerrado e muita coisa vai ficar para o ano que vem. Mas já colocamos o pé na estrada. Só o fato de perceber que, além de homens e mulheres machistas, mulheres e homossexuais conscientizados e algumas mulheres feministas (em sentido pejorativo: aquelas que querem que os homens também sejam mulheres), existe ainda um “grupo de Jó”, do qual fazemos parte. Um grupo que questiona o machismo, o patriarcalismo; e defende um mundo onde se construam relações igualitárias, ainda que estejamos descobrindo às apalpadelas o que isso quer dizer.
“Onde há ódio, que eu leve o amor...
À ofensa, o perdão... às trevas, a luz!”
“E é morrendo que se vive para a vida eterna!”
(Seu Chico)
Ah, Chicão... Precisamos te redescobrir, Chicão! Hoje eu, franciscaníssimo que sou, queria muito homenagear seus feitos e seus ensinamentos... Mas não consigo viver num mundo paralelo!
Explico-te, oh Poverello! É que andaram acontecendo algumas coisas lá na minha comunidade...
Ah... Então não sabes??? Pois vou te explicar!!!
Olha o post anterior... Tens lá uma carta! Ela foi lida na despedida de um padre da nossa comunidade, durante a missa de 29-Set-07.
Explicando...
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Adalberto é padre da Fraternidade Palavra e Missão – Não, não... Acho que não tem muito a ver com a tua definição de Fraternidade; mas também é algo parecido com uma Ordem religiosa.
É um sujeito muito simples, filho do interior, homem pacato... Ao contrário do atual presidente da comunidade (pasme, Chicão... ainda existe este modelo de organização nas nossas igrejas).
Bom... Ao contrário agora!!! Pois, antes de ser presidente, o distinto cidadão era muito parecido com o Adalberto.
O padre não se metia nos assuntos administrativos da comunidade. Talvez aí estivesse o seu erro... Mas não é justamente um padre mais “Pastor” que vivemos reclamando?
Ao presidente não bastava ter liberdade para agir. Ele precisava mostrar quem manda...
Aí começaram as perseguições, as restrições, as proibições... E o padre recuando...
Até que foi necessário o Fraterno Geral (líder e fundador da Fraternidade) intervir. Sua ação foi bem simples... Recolheu seu padre, levantou acampamento e partiu.
Tá certo que houve alguma negociação com o Bispo... Mas – creio eu – não era hora de exigências, de nenhum dos lados.
E aí ficamos nós, nas mãos da Paróquia – que é diocesana – outra vez.
Não que seja lá muito ruim... Mas é que são trabalhos bem distintos! Nossa Diocese é bem romana (nada contra nossa querida Itália, Francisco... tu também tiveste problemas com o pensamento romano, não é!?!).
Bom... em contrapartida, a proposta da Fraternidade é bem mais popular. Como somos um bairro de periferia... Conheces a periferia, não é!?! Não vieste de lá, mas aos pobres escolheste como família e, portanto, lá te tornaste santo e lá morreste.
Não tínhamos formações populares, antes da Fraternidade chegar. Nenhuma manifestação do povo seria possível de se imaginar, quando quem nos guiava era um diocesano.
Uma participante, liderança ativa, confessou que teria simplesmente abandonado tudo, se fosse outra época. Mas que a Fraternidade – e principalmente a Escola da Palavra (estudo bíblico popular) – fizeram-na rever suas atitudes.
Tu também quiseste ser santo a partir de uma leitura popular da Bíblia, não é, Chicão!?! Lembra??? “Alla lettera...”
Tudo muito bom, tudo muito bem... Mas realmente... Embora tenhamos feito uma pequena experiência de comunidade, quando nos reunimos para manifestar nosso desagrado com a partida do padre Adalberto, o certo é que ainda somos grupos isolados e, não, uma comunidade.
Colocamos a culpa toda no presidente, como se a nossa omissão e a nossa desarticulação não tivessem também lá sua parcela de responsabilidade.
Como na Bíblia, onde as mais fortes experiências de Deus estão vinculadas ao sofrimento (êxodo, exílio, crucificação, martírio...), parece que hoje também precisamos sofrer para dar/ter valor, para fazer os valores do Reino acontecerem.
Aliás... Lembro-me que contigo aconteceu algo semelhante... Foi só quando beijaste um leproso que realmente te tornaste o “Pobrezinho de Assis”, não!?!
Que possamos, pelo menos daqui para frente, ser verdadeira comunidade, unidos, compromissados, atuantes... As experiências bíblicas, há pouco citadas, mudaram o comportamento e a cultura de povos e nações. Por que agora precisa ser diferente?
Quem sabe, como primeiro passo, em vez de uma diretoria, não montamos um Conselho Pastoral? Aí as decisões serão sempre de todos e ninguém mais poderá se eximir das responsabilidades.
E não é só pra ter culpados que o Conselho serve. Trata-se de um belo exercício de democracia e é um meio muito eficaz de colocar em prática as orientações do Concílio Vaticano II, voltadas para a participação do leigo na Igreja.
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Que achaste, Francisco??? Concordas???
Bom... Fica a dica... E agora vamos à carta!
Eu a escrevi, com grande colaboração da Babi e aprovação de toda a comunidade, que a subscreveu (a carta; não a Babi, hehehehe...).
Segue abaixo... Boa leitura!!!
Ao Padre Adalberto
e a todos os que querem o bem de nossa comunidade,
pela graça de Nosso Senhor Jesus Cristo
e pela intercessão de Nossa Senhora das Graças,
Paz & Bem!!!
Ainda com um nó em nossas gargantas, recordamo-nos do dia 15 último, quando nos comunicaste, Pe. Adalberto, a decisão da Fraternidade Palavra e Missão, em comunhão com Dom Zeno, de que esta comunidade voltará às mãos de um padre diocesano.
O problema não é quem chega! Afinal, todo padre é um vocacionado, um enviado de Deus. O que nos entristece são os motivos pelos quais estão te tirando daqui.
Sabemos que o teu jeito simples, humilde e até -- desculpe-me dizer -- meio atrapalhado, foi confundido com fraqueza. Dói confessar, como membro desta comunidade, que houve quem se aproveitou de tua aparente "fraqueza" para, em vez de agir com misericórdia, tripudiar. Sede de poder??? Quem sabe...
Mas eu pergunto: Onde está a fraqueza de um filho do interior, que preza a família, os amigos e as pessoas muito antes de tijolos, lajotas e paredes rebocadas?
Aprendemos a gostar de ti, do teu jeito desengonçado. Aprendemos que as roupas sociais e a fisionomia séria escondem um gurizão, um irmão, um verdadeiro fraterno, de mente, peito, braços e coração abertos.
Aprendemos, principalmente, que gostas mais de ser um companheiro do que um administrador; que és como Cristo, quando disse aos Apóstolos que deixassem os pequeninos virem até Ele; e isso foi o que encantou a maioria de nós.
Quantos aqui são gratos porque estivemos doentes e foste nos visitar, estivemos tristes e foste nos consolar, estivemos carentes e nos deste atenção...
Entretanto, nem um ano completaste entre nós e já vais embora... Ficamos muito, muito tristes com isso.
Queríamos ir contigo; mudar-nos para Porto Alegre... Mas não iremos!!! Este é o nosso chão; esta é a nossa comunidade. Se a fraternidade -- tua esposa, como tu mesmo nos disseste -- sentisse o mesmo, não arredaria o pé também.
Mas não queremos condená-la! Temos só o que agradecer!!! A ti, ao Padre Stoffel, ao Edmilson, à Irmã Nazaré... E às Irmãs do CCI, cujo trabalho dedicado aos pequeninos de Deus é incansável. Lamentamos apenas que esse trabalho as deixe tão ausentes do dia-a-dia da comunidade.
Não, Pe. Adalberto!!! Não vamos contigo!!! Vamos ficar aqui, mergulhados em incertezas, mas cientes de que toda crise gera uma oportunidade de crescimento.
E olha só o que já aprendemos com os acontecimentos: Dia 15, mesmo dia em que nos deste a triste notícia, quase toda a comunidade se manifestou, pedindo a tua permanência, aplaudindo-te de pé.
Digo "quase toda" porque, sabemos muito bem, dois ou três não te querem por perto.
Ora... Dois ou três, numa assembléia onde estavam mais de cem pessoas; o que esse número representa? E, no entanto, a vontade desses dois ou três é que foi feita. Não está claro, para nós, que somos muitos, mas não somos ainda uma autêntica comunidade de fé?
Numa autêntica comunidade de fé, há unidade, há compromisso, há organização. Desunidos, desorganizados, descompromissados, não passamos de massa de manobra. É isso que queremos? É isso, Comunidade Divino Espírito Santo?
Também nós, que queremos tua permanência, Pe. Adalberto, temos culpa pela tua saída. Nada fizemos, enquanto podíamos. Nosso egoísmo nos isolou.
Somos tão individualistas que hoje esta comunidade não tem nenhuma pastoral forte.
Tinha grupo de jovens, mas acabou. Tinha a Cáritas, mas hoje está praticamente terminada. Tinha Pastoral do Dízimo, mas não tem mais. Não se ouve mais falar em ECC, grupos de família, grupo de mulheres... Não temos nem ministros e coroinhas suficientes para as celebrações. Aliás, quantos ministros visitam os nossos doentes?
Pra falar a verdade, a única coisa que funciona é a catequese e o Grupo de Oração... E olhe lá!!! Porque nem todos os catequistas e carismáticos encontramos nas missas.
E agora queremos condenar dois ou três, cuja motivação até entendemos. Não concordamos... Mas entendemos: eles caíram em tentação; e nós, na omissão.
Em Judá, o Templo foi destruído duas vezes. E ainda assim os judeus não entenderam que as pessoas são mais importantes do que a Lei.
E aqui??? Quantas vezes precisaremos destruir este Templo de tijolos para entender isso? Somos cristãos... Já deveríamos saber de antemão que para Cristo o que importa é a vida, são as pessoas; e tijolos não têm vida, não são pessoas.
Bom... Mas chega de "mea culpa"! Tenho certeza de que todos já entendemos que há algo a aprender nessa história toda, não!?!
Boa sorte em Porto Alegre, Pe. Adalberto. Nossas casas estão abertas para tuas visitas. Esperamos que sejam freqüentes, pois temos em ti um irmão.
Ass.: Comunidade Divino Espírito Santo.
"E Deus nos deu o dom do discernimento... Pra quê???"
Em nosso mais recente 7 de Setembro, tudo ia como de costume, até que em Maceió/AL "malvados" policiais civis "estragaram" as "festividades" (e tome-lhe aspas), invadindo o desfile com narizes de palhaço e exigindo o que já deveria ser seu por direito.
As pessoas, na rua, choravam... Onde já se viu estragar um desfile tão bonito!?!
E eu me perguntava, diante da TV... Que contra-senso terrível: Exigir um direito???
Ora!!! O "cansei", de Hebe, Ivete, Ana Maria e Regina Duarte, ilustres conhecidas que não pagam a conta de ninguém, parou São Paulo, mas é um movimento justo, diz o público em geral...
Entretanto, a manifestação de desconhecidos nada ilustres, cheios de conta pra pagar, é uma ofensa aos nossos olhos, que só queriam um feriadão pra esquecer a dura realidade?
Que barbaridade, né!?! Nem no dia da Pátria podemos afastar a realidade de nossos olhos...
Houve um tempo em que não se podia falar nada livremente, neste país. Foi o tempo da ditadura, de exilados políticos, das músicas de protesto... E aquele tempo era muito ruim!
Hoje é um tempo de liberdade de imprensa, de liberdade cheirando a impunidade (tanto no caso dos nosso políticos em Brasília quanto no caso dos jovens que se drogam tranqüilamente nas praças, à luz do dia)... E continua ruim???
Aliás... Se hoje é um tempo de liberdade, por que são as Forças Armadas que ainda tomam conta dos desfiles de 7 de Setembro? Por que o Presidente e os demais chefes-de-Estado precisam continuar batendo as tropas em revista?
Meu pai que não me ouça; ele é militar! Sabe... Eu até gosto das marchinhas militares... Aliás, se elas não fossem tão gostosas, não falassem aos nossos corações, não despertassem nossos sentimentos de patriotismo, não animariam ninguém a pegar em armas e "defender" a Pátria (olha as aspas aí de novo, geeeeeeente!!!).
Mas o 7 de Setembro não é um dia para celebrar a Liberdade? Então não é dia do povo nas calçadas, vendo as tropas preparadas para a guerra! Muito pelo contrário: Quem deveria estar desfilando era o Povo!
Mas não é o que acontece... E não é porque somos obrigados a ver este "espetáculo"! Vamos livremente às ruas, correndo para assumir nosso papel de marginais (pois que ficamos à margem, nas calçadas).
Foi pra isso que Chico Buarque e Gilberto Gil (putz... Gil... ministro da cultura... quem diria...) cantaram "Pai, afasta de mim este cale-se" (sim... eu sei que a letra diz "cálice")? Ou então "calada a boca, resta o peito... calado o peito, resta a cuca"?
Por que não ser como os profetas Isaías e Miquéias? Em tempos de guerra eles sonhavam transformar as armas em enxadas e foices, a serviço da vida (Is 2,2-4; Mq 4,1-4).
Tá certo que o profeta Joel sonhou o contrário: Tornar enxadas e foices em instrumentos de guerra (Jl 4,10). Mas ele viveu outra realidade: A do Exílio.
É óbvio que o povo, naquele momento, precisava reagir. Leia todo o capítulo 4 e perceba como estava a situação do povo, naquele momento.
O mais importante, porém, é que em ambos os casos era o povo quem agia; não ficava esperando que alguém fizesse por eles.
E nós??? Até quando, meu Deus??? Até quando deixaremos outros viverem a nossa vida?