Os Peregrinos

O caminho não é novo... O novo está em nós, no nosso jeito de caminhar!

Cadê o Diabo do Respeito???

Já perceberam como as pessoas são queridas, enquanto concordamos com elas? Mas ai de quem ousa demonstrar que discorda do outro! É um tal de levantar a guarda e exigir o diabo do respeito...

Parece consenso: Temos o direito de discordar e o dever de não debater! Ou seja: Digamos o que pensamos, mas tu ficas com o teu e eu fico com o meu! O curioso é que ninguém sabe por que manifestamos nossas opiniões, se de nada servem para os outros.

Conhecemos a frase:
“Posso não concordar com nada do que dizes, mas defenderei até à morte o direito que tens de dizê-lo!”

Mas... Que diabólico poder nós temos de relativizar e suavizar tudo, não é!?! Essa frase era um slogan, em tempos mais difíceis, para motivar a luta pelo direito à voz, à liberdade de expressão.

Aí o tempo – sempre ele – passou, conquistamos mais e mais direitos, liberdade de imprensa até... Agora todos podem expressar suas opiniões e, claro, sofrer as conseqüências.

O calor do debate sempre gera atrito. Então, o medo de não suportar as críticas, de não conseguir sustentar nossas opiniões (com bons argumentos, o que exige disposição para o raciocínio e a reflexão), e a nossa vocação para inverter tudo, inclusive valores, deram à frase um significado completamente oposto ao original.

Em vez de garantir o direito à voz do oprimido, agora ela serve de “cala-boca” para os chatos de plantão, que ainda hoje se permitem discordar.

Mas será mesmo sinal de respeito calar-se ao discordar? O que tem de construtivo em emitir uma opinião só pelo prazer de emitir? Será que tira pedaço mudar, ou ajudar alguém a mudar de opinião? Não é aderindo às opiniões mais sensatas que construímos o nosso caráter, as saudáveis relações, a sociedade, as nações etc., e chegamos mais perto da Verdade?

Afinal, o que é mais respeitável? Deixar que o outro fale, escutando-o mas não ouvindo, não importando se ele está certo ou errado, ou partir das opiniões pessoais para consensos que sirvam de guia para o bem do grupo?

Ao fim dessas reflexões, cremos que só restará dizer, aos que ainda acham a busca da Verdade um tempo perdido:
“Conhecereis a Verdade; e a Verdade vos libertará!”
(Jo 8, 32)

Eu queria falar de flores, mas...

“Faça saber da sua indignação!”
(Cardeal Geraldo Majella Agnelo - Presidente da CNBB e Arcebispo de Salvador – BA)

Poxa... A gente bem que podia estar aqui, agora, falando de festas de fim-de-ano, sonhos e esperanças para 2007, pratos para a virada, mas...

Nem bem chega o Ano Novo e o Congresso aumenta em 90% o próprio salário! Pode até ser manobra pra garantir a reeleição dos Presidentes das Casas... Mas não deixa de ser uma afronta ao povo brasileiro!

Já dizia o famoso filósofo: “O povo tem os líderes que merece!”

Fomos nós que os colocamos lá! Alguns deles já haviam nos decepcionado... E mesmo assim garantimos o retorno deles!

Teve um até que foi esfaqueado por uma mulher, por causa disso: ACM Neto!!! Só a Globo não noticiou o motivo do atentado! Preferiu dizer que a mulher tinha problemas mentais!

Mas vocês pensam que só em Brasília a sacanagem acontece? Nossa governadora, ainda não empossada, ganhou as eleições com o slogan: “Novo jeito de governar”! Entre as propostas, ela prometia diminuir o número de secretarias e os impostos!

Entretanto, ela nem foi empossada ainda e já mostrou seu jeito novo de governar! Aumento dos impostos e das secretarias e congelamento do salário do funcionalismo público! O povo só não entendeu ainda o que tem de novo nesse jeitinho de governar!

Aliás, assim também não dá pra entender como o governo quer combater a sonegação, a pirataria, a informalidade e a evasão industrial do Estado! Mas tudo bem...

Outra promessa é não privatizar o Banrisul! Um cientista político disse que as medidas são boas, mas não suficientes; é preciso também vender algumas estatais! Ao que parece, a promessa de não privatizar o Banco será mantida! Em vez disso, a exemplo de outros governos de PFL e PSDB, mais um Banco regional será vendido!

E aí a gente se pergunta: “O que fazer?” Se ainda estamos em dúvida, parece que a Igreja, através da CNBB, já tomou uma iniciativa! Além da frase supra-citada (de Dom Geraldo), outro Bispo se manifestou em uma Missa para os parlamentares:

“Como aceitar que um parlamentar brasileiro receba mais de R$ 800 por dia, quando uma boa parte das pessoas que representa é obrigada a conviver com menos de R$ 400,00 por mês?”

(Dom João Braz de Aviz – Arcebispo de Brasília)

E olhem que a Igreja é sempre culpada de conivência com os poderosos! Entretanto, enquanto outras religiões pregam o "cada um é cada um" e se preocupam em tirar os demônios do corpo, ou abrir os caminhos do indivíduo para o ano vindouro, uma voz preocupada com o outro, com o bem-estar social se manifesta!

É, pessoas... Será que é só mesmo acabando com o futebol e a cerveja que nós, povo, tomaremos uma atitude? Será que estamos surdos até mesmo para o apelo da Igreja?

Felizmente, uma parte da sociedade conseguiu impedir o aumento dos parlamentares e as medidas da governadora do RS! Mas imaginem o que mais conseguiremos, se toda a sociedade estiver empenhada? Imaginaram??? Então que tal concretizarmos agora???

Dessa vez não vamos só desejar... Vamos colocar como meta: “Façamos um Feliz 2007!!!"

Jingle bell, Jingle bell, acabou o papel...

"Seja pobre, ou seja rico, o velhinho sempre vem..."
(Pode ser... Mas de que velhinho estamos falando?)

Advento puxa Natal, que para alguns lembra Cristo e, para outros, Papai Noel e presentes! Em nosso post anterior, era disso que falávamos, não é mesmo!?!

Como bem lembrado, em um dos comentários ao post anterior, tem quem acha positiva a crença no Papai Noel porque suscita pelo menos um "mínimo de bondade" nas pessoas!

Mas então vejamos... Que mínimo de bondade é esse, estimulado pela cultura anglo-saxã? Um "bom"(?) velhinho – na verdade, o Garoto-Propaganda da Coca-Cola –, cuja imagem acaba se tornando maior do que seu "muso" inspirador (São Nicolau), e que só atende aos desejos dos meninos "bonzinhos"!

Quem são esses meninos bonzinhos? Bom... Em primeiro lugar, eles não podem ser pobres, porque Papai Noel só entrega presentes... Quem compra são os pais! Como uma criança, que não foi "abençoada" por São Capitalismo, vai compreender que foi boazinha o ano inteiro e mesmo assim Papai Noel não veio?

Em segundo lugar, ser bonzinho parece mesmo estar vinculado ao poder aquisitivo, pois um garoto mimado e/ou que não faz outra coisa a não ser judiar dos que não fazem parte da sua patota (normalmente, os menorzinhos, pois não oferecem resistência), acaba recebendo a visita do "bom"(?????) velhinho... Um prêmio por suas ações, será???

Em terceiro lugar, todo bem, feito na esperança de se receber algo em troca, já não é um bem de verdade! Trata-se, isso sim, de uma interessante "pedagogia do capitalismo", treinando ludicamente nossas crianças para as técnicas mercantilistas, de barganha, de negociação, que serão utilizadas quando elas enfim chegarem à idade adulta e tiverem que enfrentar a "dura concorrência desse mundo cão"!

Essas mesmas crianças, por serem assim criadas, uma vez adultas, passam a tratar a Fé comercialmente também! Vai promessa, vem "graça" (se está vinculado a uma promessa, já não é gratuito... Por isso o "graça", entre aspas)! Rezar limita-se a pedir! Agradecer é opcional... O mais importante é pagar a dívida (= promessa)!

Porque assim crêem, pensam que Deus age da mesma forma, em relação às nossas faltas! Por isso dizem que tudo o que fazemos tem volta! Tem até o ditado que diz: "Aqui se faz, aqui se paga!" Ou: "O castigo vem a cavalo!" Alguns, ainda mais escrupulosos, afirmam que as coisas voltam em dobro! É o tal do: "Deus não mata, mas achata!"

Se com Deus, a relação vira mercantilista, imaginem com os familiares e amigos! Pai e mãe só servem pra bancar, patrocinar! Os amigos só são úteis enquanto tiverem algo a oferecer e, de preferência, se não exigirem muito em troca! Maridos e esposas, então, só sendo bons de cama, ou inteligentes, ou oferecerem qualquer outro atrativo do qual possamos tirar vantagens!

E o que o aniversariante – como assim: “que aniversariante???” Jesus, ora essa!!! Por que vocês acham que comemoramos um dia chamado “Natal”? – Então... O que Ele diz??? “De graça recebestes; de graça dai!” (Mt 10, 8b)

Bom... Talvez não precisemos mais explanar o assunto, né!?! Já ficou entendido... Ou não!?! Dito isso, será que ainda teremos essa visão "romântica" de uma cultura que, mesmo substituindo Cristo por Papai Noel, prega um "mínimo de bem"?

o q há de vir????

Tu vens... tu vens... eu já escuto os teus sinais...

Neste domingo tivemos o início do ano litúrgico, com o primeiro domingo do Advento.

(pausa para a etimologia)

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ADVENTO, do latim: AD = "a" + VENIRE = "vir"; ou seja: "O que está por vir"!
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(continuemos)

Bom, advento é tempo de esperar o que vem...

Cristo vem!

Mas Cristo VEM!
Ele não ‘virá’, nem ‘veio’...
Ele VEM, e vem AGORA, o tempo inteiro, sempre.
É o Verbo que vem continuamente.

Então... o que estamos a esperar?
Que tempo é este que a Igreja nos propõe, para que preparemos a chegada do Messias?

Ontem fazíamos uma bela reflexão em casa, e a conclusão que chegamos é que o que tem que ser preparado é o nosso espaço, a nossa vida, o nosso tempo, para que este Cristo possa efetivamente chegar em nossas vidas, e aqui (na minha e na tua vida) ser mudança.

Que coisa linda!

Que lindo pensar que este Deus nos chama, mas não fica esperando, ele VEM ao nosso encontro.
Mais lindo ainda é pensar que este mesmo Deus não invade nossa vida e nossa tão valiosa 'privacidade/liberdade' sem que façamos a nossa parte, abrindo as portas (ou, neste tempo de advento, preparando a manjedoura...)

E como nós nos preparamos?

O Pe Stoffel chamou a atenção na missa deste domingo, para que observássemos a mídia. Não se fala em Cristo. O pobrezinho foi simplesmente deletado do Natal, pode isso???

E nós, como boas 'maria-vai-com-as-outras', caímos nesta, enchemos a casa de papais noéis (que em muito pouco lembram o verdadeiro São Nicolau, de onde a lenda surgiu, e cujo dia é hoje, 06/12) e luzinhas. Usamos toucas vermelho e branco, em calor de 40º, e enfeitamos nossas árvores com neve.
É o fim da picada.

Será que não podemos mesmo ajudar o mundo ( e principalmente a nós mesmos) a escutar os sinais deste Cristo que vem?

Não costumamos postar textos alheios por aqui, mas esta notícia deve ser profeticamente denunciada!

é longo, mas leiam... temos que saber disto... isto a mídia não
comenta.

Todos sabem que Cuba está bloqueada, há mais de 40 anos, pelo governo dos EUA, que a impede de relações normais com o resto do mundo. Sabemos também quantas vezes a Casa Branca tentou desestabilizar a Revolução, desde a fracassada invasão da Baía dos Porcos, em 1961, aos atentados sofridos por Fidel.

O centro das operações terroristas contra Cuba está em Miami, como a organização Alpha 66. Dali partiu a maioria das operações de sabotagem. E ali vivem, sob conivência do governo que proclama odiar terroristas, cubanos que se dedicam a perpretar ações criminosas contra o povo cubano.

Cuba tem resistido às agressões por dispor de um serviço de inteligência que se caracteriza por ações preventivas. É difícil surpreendê-la. Entre os imigrantes cubanos residentes na Flórida encontravam-se cinco homens dedicados ao antiterrorismo: Antonio (Tony)Guerrero, Fernando González, Gerardo Hernández, René González e Ramón Labañino.

Os cinco foram presos em Miami, em 1998, acusados de conspirar para espionar em favor de Cuba. Submetidos ali mesmo a um tribunal sob pressão da comunidade anticastrista, receberam penas que somam quatro prisões perpétuas e 75 anos de privação da liberdade. Gerardo foi sentenciado a duas prisões perpétuas (sic) e mais 15 anos de prisão. Como comentou Fidel, terá de nascer de novo para cumpri-las… Ramón, à prisão perpétua e mais 18 anos; Tony, à prisão perpétua e mais 10 anos; Fernando, a 19 anos; e René a 15 anos.

O governo dos EUA incluiu no processo uma petição, apresentada formalmente a um tribunal federal, fazendo constar que “além do tempo que devem estar na prisão, além do tempo que dure a sanção penal, estas pessoas não podem voltar a fazer o que fizeram e, portanto, que fiquem incapacitadas por toda a vida, de modo a não pretender fazer de novo aquilo pelo qual foram trazidos aqui.”

Na ata do julgamento de René González, condenado em 14 de dezembro de 2001 (três meses após o 11 de setembro), acrescentou-se: “Como condição especial adicional à liberdade vigiada, proíbe-se ao acusado associar-se ou visitar lugares específicos freqüentados por indivíduos, grupos terroristas, membros de agrupamentos que propugnam a violência e figuras do crime organizado.”

Poder-se-ia pensar que incluir semelhante cláusula na sentença de René fosse um desatino da Justiça estadunidense. Porém, duas semanas depois, quando se deu a conhecer a sentença contra Antonio Guerrero, repetiu-se a mesma coisa. A promotora fez questão que fosse acrescida à sua sentença, de “prisão perpétua e mais dez anos”, a proibição de “freqüentar lugares onde se encontram indivíduos e grupos terroristas.”

Nenhum órgão da mídia estadunidense noticiou esses absurdos. Sobretudo o detalhe da sanção adicional, em que o governo dos EUA admite que em seu território há indivíduos e grupos terroristas, e que ele sabe bem quem são, onde vivem, que lugares freqüentam, sem que tome a iniciativa de prendê-los.

Os advogados de defesa reiteradamente denunciaram as múltiplas violações legais cometidas no processo e as injustificadas penalidades.

Em maio de 2005, cinco peritos independentes do Grupo de Trabalho sobre Detenções Arbitrárias da Comissão de Direitos Humanos da ONU, todos renomados juristas de países diferentes (nenhum cubano), após analisar o caso durante dois anos, declararam arbitrária a prisão dos cinco, contrária às convenções de direitos humanos das Nações Unidas.

Três meses depois, a 9 de agosto, três juízes estadunidenses de alto prestígio, também após dois anos de análise do processo, chegaram à mesma conclusão: praticou-se em Miami, contra os cinco cubanos, uma farsa judicial, sem nenhum valor. Decidiram, pois, anular os processos.

O governo dos EUA, sedento por castigar os cubanos, apelou a todos os recursos legais e semi-legais e submeteu a decisão dos três juízes à Corte de Apelações de Atlanta. Exatamente um ano depois, a 9 de agosto de 2006, a Corte, por maioria, rejeitou a decisão dos três juízes, ratificou as condenações, negou a realização de um novo julgamento e ordenou que o processo retornasse aos três juízes.

Dos três juízes, dois pertencem à Corte de Apelações, Byrch e Kravitch. Opuseram-se à decisão de seus pares e reiteraram que “este é um caso excepcional que exige uma mudança de cidade, devido ao preconceito latente na comunidade (de Miami) que impossibilita um julgamento imparcial.”

A Corte, entretanto, ratificou sua decisão ao rejeitar as petições da defesa e a mudança de cidade para um novo julgamento.

A decisão da Corte de Atlanta não leva em consideração o ambiente de violência e intimidação reinante em Miami, nem os fatos ali ocorridos, e noticiados pela imprensa local, que incluem a descoberta de arsenais destinados a operações armadas contra Cuba, declarações públicas de terroristas que se gabam, sob total impunidade, de suas ações contra a Revolução, e a proibição de que se publique literatura infantil sobre Cuba.

Gestos de solidariedade são, neste momento, imprescindíveis para fazer ver à Justiça e ao governo dos EUA que a opinião pública internacional está de olho e exige que se cumpra a lei.

Fernando González permanecia preso em 21 de setembro de 2006, quando completou 30 anos do assassinato, em Washington, de Orlando Letelier, que foi ministro das Relações Exteriores do governo Allende, por terroristas de origem cubana. Qual foi o seu “crime”? Infiltrar-se no grupo de Orlando Bosch e fazer o que cabia ao FBI: comprovar que ele participou da decisão de assassinar Letelier, sem que nunca tenha sido levado a um tribunal.

Em 6 de outubro completou também 30 anos que, em Barbados, terroristas explodiram um avião da Cubana de Aviação e provocaram a morte de 73 pessoas. Entre os principais responsáveis estava Orlando Bosch, que continua livre nas ruas de Miami, e o cubano, hoje com cidadania venezuelana, Luis Posada Carriles que, embora atualmente detido por questões migratórias, goza de proteção do governo dos EUA.

É preciso exigir a verdade sobre a luta contra o terrorismo, a libertação dos cinco cubanos, e que Posada Carriles seja extraditado para a Venezuela, a fim de responder pela sabotagem à aeronave de Cuba. Petição nesse sentido foi assinada por intelectuais e políticos de todo o mundo, entre os quais Noam Chomsky, James Petra e Nadine Gordimer.

A 5 de setembro, a Casa Branca divulgou o documento “Estratégia da Segurança Nacional dos EUA”, no qual consta: “Os Estados que apóiam e dão ajuda a terroristas são tão culpados quanto os próprios terroristas, e terão que prestar contas de seus atos.”

Quem dera que Tio Sam aplicasse a determinação a si mesmo!

Quem tem medo do lobo mau???

"As pessoas me olham como se eu fosse um traste; e eu penso: Traste é tu, que não tem a liberdade de sentar numa calçada!"

(morador de rua, de Porto Alegre)

Nesta semana, uma TV local traz uma série de reportagens sobre os indigentes. Embora considere-se apenas a realidade local, alguns números não devem ser diferentes nos demais lugares do país.

Dois exemplos:

Mais de 85% dos mendigos são alfabetizados, segundo uma pesquisa não-governamental de 1999;

Enquanto fatos bizarros, como uma mulher cujos olhos saltam voluntariamente das órbitas, merecem registro internacional (Guiness Book), os indigentes não aparecem nem nas pesquisas do IBGE.

O primeiro problema taí... Quem olha para eles??? Falta uma pesquisa séria para entendermos como eles foram parar nas ruas e quais as saídas para resolvermos este problema social.

Perguntados, um a um, as motivações para a mendicância são muitas: desemprego, bebida, falta de apoio da família, desilusões profundas... Mas raramente algum deles admite a falta de amor-próprio, de fé em si mesmo.

Como nós, eles preferem o caminho mais fácil. É mais fácil, para nós e nossa consciência, dar uns trocados, sobras de comida, cobertores... E, para eles, viver sem responsabilidades, estendendo a mão na certeza de que tudo o que vier é lucro.

Não percebem, eles, que a falsa sensação de liberdade esconde um desprezo pela própria vida, um medo de reconstruir suas vidas e serem novamente mal-sucedidos. Não percebemos, nós, que a falsa sensação de caridade esconde o ato egoísta de aliviar a consciência, o medo de nos envolvermos, de sermos solidários.

Ambas as motivações são de medo e comodismo. Mas a nossa atitude é pior, pois é o nosso olhar de pena que alimenta seu auto-desprezo; é a nossa falsa esmola (ato de dar tudo na mão: roupa, cobertas, alimento, dinheiro etc.) que alimenta seu comodismo e os mantêm na indigência.

Então... O que fazer???

Como fazer para promover o desenvolvimento integral, o resgate da dignidade e da vida humana, que consideramos em nossas doutrinas como bens inalienáveis?

Não é simples achar soluções eficazes para estas questões, mas é inaceitável que diante da dificuldade continuemos apenas passando para o outro lado da rua, como naquela famosa parábola... (cf. Lc 10, 30-37)

Correção Fraterna

A Bíblia é realmente o livro da Revelação! Mais... Ela é, de fato, a Palavra de Deus!
E é bem por isso, porque Deus nos fala, que precisamos sempre ler/ouvir atentamente!

Sabem... Às vezes parece que usamos citações bíblicas decoradas, só para justificar nossos atos (fraqueza, orgulho, covardia, violência, auto-piedade...), ou até mesmo a falta deles (omissão, inércia...)!

Um mito, por exemplo! Para não sermos questionados, logo dizemos: "Não cabe a nós julgar!" E nos apoiamos em frases soltas, fora de seu contexto original, tiradas levianamente da Bíblia! Seguem algumas citações mais famosas, em relação ao ato de julgar:

"Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus..."
(I Tm 2, 5)

"E por que vês o cisco no olho do teu irmão, e não reparas
na trave que está no teu olho?" (Mt 7, 3)

"Há um só legislador e juiz,
aquele que pode salvar e destruir; tu, porém, quem és, que julgas ao próximo?"
(Tg 4,12)


Lendo esses e tantos outros, isoladamente, faz sentido não podermos julgar ninguém! Mas olhem este outro trecho, também tirado da Bíblia:

"Ora, se teu irmão pecar, vai, e repreende-o entre ti e ele só; se te ouvir,
terás ganho teu irmão; mas se não te ouvir, leva ainda contigo um ou dois, para
que pela boca de duas ou três testemunhas toda palavra seja confirmada. Se
recusar ouvi-los, dize-o à igreja; e, se também recusar ouvir a igreja,
considera-o como gentio e publicano."
(Mt 18, 15-17)

Diante dos fatos, quais critérios devemos adotar, se não julgarmos (= discernir se houve ou não pecado)?

Aliás, ao lerem estas linhas, não estarão julgando se o seu conteúdo está certo ou errado? Não estamos sempre analisando o mundo à nossa volta? E isso não é julgar???

A própria CNBB... Ela propõe um método chamado "ver - JULGAR - agir"!
Como isso se torna possível, sem entrarmos em contradição com a Bíblia?

Lembram das "frases famosas", citadas agora a pouco? Vamos nos concentrar numa delas: Tg 4, 12. Uma leitura atenta mostrará que não devemos julgar a PESSOA (= o próximo)! Mas ali não diz que não devamos julgar o ato, o fato, as circunstâncias... A esses sim é possível julgar, sem prejudicar o próximo! Antes, é justamente por amor ao outro que devemos nos basear nos fatos (e não na pessoa) para aplicar a tal "correção fraterna", mostrada na citação acima, de Mt 18, 15-17.

Alguém, mais resistente, pode ainda insistir: Mas só Jesus pode julgar! Ora... Ao receber a comunhão, não nos tornamos o Cristo?
Aliás, não fazemos parte do Corpo Místico de Cristo? Não é esse o papel de Sua Igreja? Não é isso que quer dizer o "sede perfeitos como Perfeito é vosso Pai Celestial"? (Mt 5, 48) Se somente a Jesus cabe evangelizar, e não podemos seguir Seus passos, então pra que foi que Ele veio!?!

No Antigo Testamento há uma narração que demonstra bem como deve acontecer a correção fraterna! Deus mandou um profeta a Davi, para chamar-lhe a atenção, quando ele colocou Urias na frente de batalha, a fim de que este morresse e ele pudesse ficar com a sua mulher (é interessante ler toda a história, começando por II Sm 11, 2)! Natã (esse é o nome do profeta enviado a Davi) não era Deus, mas foi enviado por Ele! Se reconhecermos nosso papel (o de instrumentos) e buscarmos agir por amor e, no amor, com bondade, então por que não falar? Por que não "pôr o dedo na ferida"?

Sim... É fato!!! Uma crítica destrutiva não santifica ninguém! Ao contrário, afasta os menos firmes na Fé! Críticas destrutivas são más e típicas, normalmente, de um coração vingativo! Por isso, longe de nos elevar à condição de filhos e filhas de Deus, sua prática nos lança à escuridão! Mas é fato também que todo terapeuta aplica e recomenda críticas construtivas, como fonte de crescimento e saúde! E como Cristo não veio para os sãos...

Por isso, não tenhamos medo de julgar os fatos e denunciar as faltas de nossos irmãos, quando no erro, desde que a pessoa seja tratada com amor e o erro com Justiça (o que é bem diferente de vingança)! Ok!?!

Das arábias vêm contos que preenchem o nosso imaginário de ouro, belas mulheres, suntuosos palácios, banquetes e outras riquezas! Quem não quer ser o bom ladrão, seja ele Ali Babá ou Aladim? Ou então a astuta Scherazade, versão feminina e oriental do nosso estimado Pedro Malazarte?

"O bom brasileiro é aquele que leva vantagem em tudo!"

Esta verdadeira maldição é uma herança imposta pela dita sabedoria popular! A mesma que -- dizem -- ser "vox Populi, vox Dei" (a voz do Povo é a voz de Deus)! É uma máxima, impregnada na cultura da gente!
Mas que deus é esse que manda tirar vantagem de tudo?

Ainda ontem escutávamos no jornal: "Deputados da Bahia votam pelo aumento do próprio salário" (para R$ 16.000,00)... Isso é revoltante, não é??? Mas tem um lado bom! Por exemplo, foi o que chamou a nossa atenção para outro detalhe, importantíssimo! Enquanto ficamos anestesiados, vendo Lula e Alckmin se degladiarem, medidas importantes são votadas no Congresso! Estamos acompanhando??? Sabemos o que está acontecendo??? O que os deputados e senadores estão decidindo por nós??? O que vai ficar de herança, em 2007, para o Presidente e governadores eleitos e para nós, povo?

PRECISAMOS AGIR!!! Mas o que nos move será mesmo o desejo de um país mais justo?

Na mesma reportagem, um cidadão revoltado dizia: "É um absurdo (esse aumento)! E o meu??? Não aumenta, por quê???" Quer dizer... Se o salário deste trabalhador fosse também de R$ 16.000,00, deixaria de ser um absurdo?

Parece que ainda somos crianças, cheias de manha sem o brinquedo, mas que, uma vez com o objeto do desejo na mão, pouco se importam se os demais também têm o que querem (e precisam)! Dá-nos "o pão NOSSO de cada dia", então, torna-se um enunciado "da boca pra fora", não é???

Com isso, só se pode concluir, então, que a revolta da população, não vem da falsa moral dos senhores políticos, mas de o dinheiro circular na mão deles e, não, na nossa! Só isso explica porque o ato de devolver uma bolsa cheia de dinheiro ou de pertences valiosos vira notícia, como se fosse -- e é -- um fato raro, ou um fenômeno incompreensível!

No fim das contas, Cristóvam Buarque tinha razão... Nosso problema é EDUCAÇÃO! E nenhuma política de curto e médio prazo poderá resolvê-lo!
Aliás, nenhuma atitude isolada pode fazê-lo! Por isso, parafraseando
Marx:

"Cristãos do mundo inteiro, uni-vos!!!"

Mas como??? Quando??? Onde??? Quem sabe, no dia em que resolvermos pensar no bem comum, saibamos responder todas essas perguntas...

(pessoa) LULA x (pessoa) ALCKMIN???

"Pessoas medíocres falam sobre pessoas,
Pessoas normais falam sobre coisas,
Pessoas inteligentes falam sobre idéias."



Coisa mais intragável um debate político. No entanto, nada é mais eficiente para fundamentar a escolha do nosso presente e do nosso futuro. Só que fica difícil escolher quando, em vez de projetos, discute-se caráter.
Outro dia me perguntaram com quais pontos do projeto do Alckmin eu não concordava. Se eu tivesse apenas o recurso da TV, não saberia responder. Isso porque o candidato, tanto no debate de ontem quanto em toda a sua campanha, gastou tanto tempo tentando atingir a moral de seu oponente que freqüentemente era interrompido pelo mediador do debate justamente quando começaria a falar de seu governo.
Tá certo... o Lula também não é santinho!
Ambos se chamaram de desinformados, levianos, hipócritas e bravateiros. Mas perdi a conta de quantas vezes o Lula foi chamado de arrogante, mentiroso, irresponsável, mal educado e mau caráter.
Só que isso não foi o mais irritante.
O debate mostrou o que o governo federal fez e o que não fez. Por força dos acontecimentos e da política moralista, do Alckmin e da população, a ética dos últimos 4 anos foi muito mais debatida do que os projetos que conduzirão os próximos 4 anos. Pena que eu não pude interagir com a TV, pois queria muito ser ouvido pelos candidatos, ao dizer: "Tá... e o que vai ser daqui pra frente???"
Cansei de ouvir os candidatos repetirem, feito papagaios, os dados e números dos últimos 15 anos, que diariamente rolam pela internet, dispostos sempre de forma parcial, conforme os interesses de um ou de outro.
Aí vem o Alckmin, na entrevista pós-debate, dizer que o governo atual é retrô e que ele vai discutir o futuro. Mas por que não fez isso até agora?
Queremos tanto uma política moderna, mas tanta ênfase no aspecto moral, alimentada pela mídia graças ao forte apelo popular, mostra que ainda queremos um Jânio Quadros (conhecido por medidas como a proibição de biquinis na praia). Talvez, por isso, Alckmin (que não é bobo) tenha adotado o papel de paladino da justiça. Por 3 vezes ele chamou seu oponente de mau caráter e se denominou (literalmente) o salvador da pátria, tendo como resposta o pedido de Lula para que fossem debatidos os projetos, em vez de pessoas. Após a 4ª alfinetada, Lula perdeu as estribeiras e aí virou uma luta franca, onde todos perdemos.
No fim, vi-me obrigado a escolher por simpatia. E aí, desculpem-me os tucanos, mas eu sempre fugi dos "salvadores da pátria", pois conheço um tal de Bush e um tal de Hitler, que acreditaram piamente estar fazendo um bem inestimável ao mundo... e, no entanto, todos sabemos no que deu (e está dando) esta prepotência.

o Homem do milênio

Francisco de Assis nasceu na cidade de Assis, Úmbria, Itália, em 1182. Pertencia à burguesia, e dessa condição tirava todos os proveitos. Como seu pai, tentou o comércio, mas logo abandonou a idéia por não ter muito jeito para isso. Sonhou, então, com as glórias militares, procurando desta maneira alcançar o status que sua condição exigia. Contudo, em 1206 para espanto de todos, Francisco de Assis abandonou tudo, andando errante e maltrapilho, numa verdadeira afronta e protesto contra sua sociedade burguesa. Entregou-se totalmente a um estilo de vida fundado na pobreza, na simplicidade de vida, no amor total a todas as criaturas. Com alguns amigos deu início ao que seria a Ordem dos Frades Menores ou Franciscanos. Com Santa Clara, sua dileta amiga, fundou a Ordem das Damas Pobres ou Clarissas. Em 1221, sob a inspiração de seu estilo de vida nasceu a Ordem Terceira para os leigos consagrados. O pobrezinho de Assis, como era chamado, foi uma criatura de paz e de bem, terno e amoroso. Amava os animais, as plantas e toda a natureza.

Poeta, cantava o Sol, a Lua e as Estrelas. Sua alegria, sua simplicidade, sua ternura lhe granjearam estima e simpatia tais que fizeram dele um dos santos mais populares dos nossos dias.


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ORAÇÃO - Glorioso São Francisco, Santo da simplicidade, do amor e da alegria. No céu contemplais as perfeições infinitas de Deus. Lançai sobre nós o vosso olhar cheio de bondade. Socorrei-nos em nossas necessidades espirituais e corporais. Rogai ao nosso Pai e Criador que nos conceda as graças que pedimos por vossa intercessão, vós que sempre fostes tão amigo dele. E inflamai o nosso coração de amor sempre maior a Deus e aos nossos irmãos, principalmente os mais necessitados.

São Francisco de Assis, rogai por nós. Amém.

- ORAÇÃO DA PAZ -
Senhor! Fazei de mim um instrumento da vossa paz.
Onde houver ódio, que eu leve o amor.
Onde houver ofensa, que eu leve o perdão.
Onde houver discórdia, que eu leve a união.
Onde houver dúvidas, que eu leve a fé.
Onde houver erro, que eu leve a verdade.
Onde houver desespero, que eu leve a esperança.
Onde houver tristeza, que eu leve a alegria.
Onde houver trevas, que eu leve a luz.

Ó Mestre, fazei que eu procure mais:
consolar, que ser consolado;
compreender, que ser compreendido;
amar, que ser amado.
Pois é dando que se recebe.
É perdoando que se é perdoado.
E é morrendo que se vive para a vida eterna.
Abraços Peregrinos - Babi e Zé