Os Peregrinos

O caminho não é novo... O novo está em nós, no nosso jeito de caminhar!

Eu queria falar de flores, mas...

“Faça saber da sua indignação!”
(Cardeal Geraldo Majella Agnelo - Presidente da CNBB e Arcebispo de Salvador – BA)

Poxa... A gente bem que podia estar aqui, agora, falando de festas de fim-de-ano, sonhos e esperanças para 2007, pratos para a virada, mas...

Nem bem chega o Ano Novo e o Congresso aumenta em 90% o próprio salário! Pode até ser manobra pra garantir a reeleição dos Presidentes das Casas... Mas não deixa de ser uma afronta ao povo brasileiro!

Já dizia o famoso filósofo: “O povo tem os líderes que merece!”

Fomos nós que os colocamos lá! Alguns deles já haviam nos decepcionado... E mesmo assim garantimos o retorno deles!

Teve um até que foi esfaqueado por uma mulher, por causa disso: ACM Neto!!! Só a Globo não noticiou o motivo do atentado! Preferiu dizer que a mulher tinha problemas mentais!

Mas vocês pensam que só em Brasília a sacanagem acontece? Nossa governadora, ainda não empossada, ganhou as eleições com o slogan: “Novo jeito de governar”! Entre as propostas, ela prometia diminuir o número de secretarias e os impostos!

Entretanto, ela nem foi empossada ainda e já mostrou seu jeito novo de governar! Aumento dos impostos e das secretarias e congelamento do salário do funcionalismo público! O povo só não entendeu ainda o que tem de novo nesse jeitinho de governar!

Aliás, assim também não dá pra entender como o governo quer combater a sonegação, a pirataria, a informalidade e a evasão industrial do Estado! Mas tudo bem...

Outra promessa é não privatizar o Banrisul! Um cientista político disse que as medidas são boas, mas não suficientes; é preciso também vender algumas estatais! Ao que parece, a promessa de não privatizar o Banco será mantida! Em vez disso, a exemplo de outros governos de PFL e PSDB, mais um Banco regional será vendido!

E aí a gente se pergunta: “O que fazer?” Se ainda estamos em dúvida, parece que a Igreja, através da CNBB, já tomou uma iniciativa! Além da frase supra-citada (de Dom Geraldo), outro Bispo se manifestou em uma Missa para os parlamentares:

“Como aceitar que um parlamentar brasileiro receba mais de R$ 800 por dia, quando uma boa parte das pessoas que representa é obrigada a conviver com menos de R$ 400,00 por mês?”

(Dom João Braz de Aviz – Arcebispo de Brasília)

E olhem que a Igreja é sempre culpada de conivência com os poderosos! Entretanto, enquanto outras religiões pregam o "cada um é cada um" e se preocupam em tirar os demônios do corpo, ou abrir os caminhos do indivíduo para o ano vindouro, uma voz preocupada com o outro, com o bem-estar social se manifesta!

É, pessoas... Será que é só mesmo acabando com o futebol e a cerveja que nós, povo, tomaremos uma atitude? Será que estamos surdos até mesmo para o apelo da Igreja?

Felizmente, uma parte da sociedade conseguiu impedir o aumento dos parlamentares e as medidas da governadora do RS! Mas imaginem o que mais conseguiremos, se toda a sociedade estiver empenhada? Imaginaram??? Então que tal concretizarmos agora???

Dessa vez não vamos só desejar... Vamos colocar como meta: “Façamos um Feliz 2007!!!"

Jingle bell, Jingle bell, acabou o papel...

"Seja pobre, ou seja rico, o velhinho sempre vem..."
(Pode ser... Mas de que velhinho estamos falando?)

Advento puxa Natal, que para alguns lembra Cristo e, para outros, Papai Noel e presentes! Em nosso post anterior, era disso que falávamos, não é mesmo!?!

Como bem lembrado, em um dos comentários ao post anterior, tem quem acha positiva a crença no Papai Noel porque suscita pelo menos um "mínimo de bondade" nas pessoas!

Mas então vejamos... Que mínimo de bondade é esse, estimulado pela cultura anglo-saxã? Um "bom"(?) velhinho – na verdade, o Garoto-Propaganda da Coca-Cola –, cuja imagem acaba se tornando maior do que seu "muso" inspirador (São Nicolau), e que só atende aos desejos dos meninos "bonzinhos"!

Quem são esses meninos bonzinhos? Bom... Em primeiro lugar, eles não podem ser pobres, porque Papai Noel só entrega presentes... Quem compra são os pais! Como uma criança, que não foi "abençoada" por São Capitalismo, vai compreender que foi boazinha o ano inteiro e mesmo assim Papai Noel não veio?

Em segundo lugar, ser bonzinho parece mesmo estar vinculado ao poder aquisitivo, pois um garoto mimado e/ou que não faz outra coisa a não ser judiar dos que não fazem parte da sua patota (normalmente, os menorzinhos, pois não oferecem resistência), acaba recebendo a visita do "bom"(?????) velhinho... Um prêmio por suas ações, será???

Em terceiro lugar, todo bem, feito na esperança de se receber algo em troca, já não é um bem de verdade! Trata-se, isso sim, de uma interessante "pedagogia do capitalismo", treinando ludicamente nossas crianças para as técnicas mercantilistas, de barganha, de negociação, que serão utilizadas quando elas enfim chegarem à idade adulta e tiverem que enfrentar a "dura concorrência desse mundo cão"!

Essas mesmas crianças, por serem assim criadas, uma vez adultas, passam a tratar a Fé comercialmente também! Vai promessa, vem "graça" (se está vinculado a uma promessa, já não é gratuito... Por isso o "graça", entre aspas)! Rezar limita-se a pedir! Agradecer é opcional... O mais importante é pagar a dívida (= promessa)!

Porque assim crêem, pensam que Deus age da mesma forma, em relação às nossas faltas! Por isso dizem que tudo o que fazemos tem volta! Tem até o ditado que diz: "Aqui se faz, aqui se paga!" Ou: "O castigo vem a cavalo!" Alguns, ainda mais escrupulosos, afirmam que as coisas voltam em dobro! É o tal do: "Deus não mata, mas achata!"

Se com Deus, a relação vira mercantilista, imaginem com os familiares e amigos! Pai e mãe só servem pra bancar, patrocinar! Os amigos só são úteis enquanto tiverem algo a oferecer e, de preferência, se não exigirem muito em troca! Maridos e esposas, então, só sendo bons de cama, ou inteligentes, ou oferecerem qualquer outro atrativo do qual possamos tirar vantagens!

E o que o aniversariante – como assim: “que aniversariante???” Jesus, ora essa!!! Por que vocês acham que comemoramos um dia chamado “Natal”? – Então... O que Ele diz??? “De graça recebestes; de graça dai!” (Mt 10, 8b)

Bom... Talvez não precisemos mais explanar o assunto, né!?! Já ficou entendido... Ou não!?! Dito isso, será que ainda teremos essa visão "romântica" de uma cultura que, mesmo substituindo Cristo por Papai Noel, prega um "mínimo de bem"?

o q há de vir????

Tu vens... tu vens... eu já escuto os teus sinais...

Neste domingo tivemos o início do ano litúrgico, com o primeiro domingo do Advento.

(pausa para a etimologia)

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ADVENTO, do latim: AD = "a" + VENIRE = "vir"; ou seja: "O que está por vir"!
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(continuemos)

Bom, advento é tempo de esperar o que vem...

Cristo vem!

Mas Cristo VEM!
Ele não ‘virá’, nem ‘veio’...
Ele VEM, e vem AGORA, o tempo inteiro, sempre.
É o Verbo que vem continuamente.

Então... o que estamos a esperar?
Que tempo é este que a Igreja nos propõe, para que preparemos a chegada do Messias?

Ontem fazíamos uma bela reflexão em casa, e a conclusão que chegamos é que o que tem que ser preparado é o nosso espaço, a nossa vida, o nosso tempo, para que este Cristo possa efetivamente chegar em nossas vidas, e aqui (na minha e na tua vida) ser mudança.

Que coisa linda!

Que lindo pensar que este Deus nos chama, mas não fica esperando, ele VEM ao nosso encontro.
Mais lindo ainda é pensar que este mesmo Deus não invade nossa vida e nossa tão valiosa 'privacidade/liberdade' sem que façamos a nossa parte, abrindo as portas (ou, neste tempo de advento, preparando a manjedoura...)

E como nós nos preparamos?

O Pe Stoffel chamou a atenção na missa deste domingo, para que observássemos a mídia. Não se fala em Cristo. O pobrezinho foi simplesmente deletado do Natal, pode isso???

E nós, como boas 'maria-vai-com-as-outras', caímos nesta, enchemos a casa de papais noéis (que em muito pouco lembram o verdadeiro São Nicolau, de onde a lenda surgiu, e cujo dia é hoje, 06/12) e luzinhas. Usamos toucas vermelho e branco, em calor de 40º, e enfeitamos nossas árvores com neve.
É o fim da picada.

Será que não podemos mesmo ajudar o mundo ( e principalmente a nós mesmos) a escutar os sinais deste Cristo que vem?

Os cinco cubanos prisioneiros de Bush - texto do Frei Betto

Não costumamos postar textos alheios por aqui, mas esta notícia deve ser profeticamente denunciada!

é longo, mas leiam... temos que saber disto... isto a mídia não
comenta.

Todos sabem que Cuba está bloqueada, há mais de 40 anos, pelo governo dos EUA, que a impede de relações normais com o resto do mundo. Sabemos também quantas vezes a Casa Branca tentou desestabilizar a Revolução, desde a fracassada invasão da Baía dos Porcos, em 1961, aos atentados sofridos por Fidel.

O centro das operações terroristas contra Cuba está em Miami, como a organização Alpha 66. Dali partiu a maioria das operações de sabotagem. E ali vivem, sob conivência do governo que proclama odiar terroristas, cubanos que se dedicam a perpretar ações criminosas contra o povo cubano.

Cuba tem resistido às agressões por dispor de um serviço de inteligência que se caracteriza por ações preventivas. É difícil surpreendê-la. Entre os imigrantes cubanos residentes na Flórida encontravam-se cinco homens dedicados ao antiterrorismo: Antonio (Tony)Guerrero, Fernando González, Gerardo Hernández, René González e Ramón Labañino.

Os cinco foram presos em Miami, em 1998, acusados de conspirar para espionar em favor de Cuba. Submetidos ali mesmo a um tribunal sob pressão da comunidade anticastrista, receberam penas que somam quatro prisões perpétuas e 75 anos de privação da liberdade. Gerardo foi sentenciado a duas prisões perpétuas (sic) e mais 15 anos de prisão. Como comentou Fidel, terá de nascer de novo para cumpri-las… Ramón, à prisão perpétua e mais 18 anos; Tony, à prisão perpétua e mais 10 anos; Fernando, a 19 anos; e René a 15 anos.

O governo dos EUA incluiu no processo uma petição, apresentada formalmente a um tribunal federal, fazendo constar que “além do tempo que devem estar na prisão, além do tempo que dure a sanção penal, estas pessoas não podem voltar a fazer o que fizeram e, portanto, que fiquem incapacitadas por toda a vida, de modo a não pretender fazer de novo aquilo pelo qual foram trazidos aqui.”

Na ata do julgamento de René González, condenado em 14 de dezembro de 2001 (três meses após o 11 de setembro), acrescentou-se: “Como condição especial adicional à liberdade vigiada, proíbe-se ao acusado associar-se ou visitar lugares específicos freqüentados por indivíduos, grupos terroristas, membros de agrupamentos que propugnam a violência e figuras do crime organizado.”

Poder-se-ia pensar que incluir semelhante cláusula na sentença de René fosse um desatino da Justiça estadunidense. Porém, duas semanas depois, quando se deu a conhecer a sentença contra Antonio Guerrero, repetiu-se a mesma coisa. A promotora fez questão que fosse acrescida à sua sentença, de “prisão perpétua e mais dez anos”, a proibição de “freqüentar lugares onde se encontram indivíduos e grupos terroristas.”

Nenhum órgão da mídia estadunidense noticiou esses absurdos. Sobretudo o detalhe da sanção adicional, em que o governo dos EUA admite que em seu território há indivíduos e grupos terroristas, e que ele sabe bem quem são, onde vivem, que lugares freqüentam, sem que tome a iniciativa de prendê-los.

Os advogados de defesa reiteradamente denunciaram as múltiplas violações legais cometidas no processo e as injustificadas penalidades.

Em maio de 2005, cinco peritos independentes do Grupo de Trabalho sobre Detenções Arbitrárias da Comissão de Direitos Humanos da ONU, todos renomados juristas de países diferentes (nenhum cubano), após analisar o caso durante dois anos, declararam arbitrária a prisão dos cinco, contrária às convenções de direitos humanos das Nações Unidas.

Três meses depois, a 9 de agosto, três juízes estadunidenses de alto prestígio, também após dois anos de análise do processo, chegaram à mesma conclusão: praticou-se em Miami, contra os cinco cubanos, uma farsa judicial, sem nenhum valor. Decidiram, pois, anular os processos.

O governo dos EUA, sedento por castigar os cubanos, apelou a todos os recursos legais e semi-legais e submeteu a decisão dos três juízes à Corte de Apelações de Atlanta. Exatamente um ano depois, a 9 de agosto de 2006, a Corte, por maioria, rejeitou a decisão dos três juízes, ratificou as condenações, negou a realização de um novo julgamento e ordenou que o processo retornasse aos três juízes.

Dos três juízes, dois pertencem à Corte de Apelações, Byrch e Kravitch. Opuseram-se à decisão de seus pares e reiteraram que “este é um caso excepcional que exige uma mudança de cidade, devido ao preconceito latente na comunidade (de Miami) que impossibilita um julgamento imparcial.”

A Corte, entretanto, ratificou sua decisão ao rejeitar as petições da defesa e a mudança de cidade para um novo julgamento.

A decisão da Corte de Atlanta não leva em consideração o ambiente de violência e intimidação reinante em Miami, nem os fatos ali ocorridos, e noticiados pela imprensa local, que incluem a descoberta de arsenais destinados a operações armadas contra Cuba, declarações públicas de terroristas que se gabam, sob total impunidade, de suas ações contra a Revolução, e a proibição de que se publique literatura infantil sobre Cuba.

Gestos de solidariedade são, neste momento, imprescindíveis para fazer ver à Justiça e ao governo dos EUA que a opinião pública internacional está de olho e exige que se cumpra a lei.

Fernando González permanecia preso em 21 de setembro de 2006, quando completou 30 anos do assassinato, em Washington, de Orlando Letelier, que foi ministro das Relações Exteriores do governo Allende, por terroristas de origem cubana. Qual foi o seu “crime”? Infiltrar-se no grupo de Orlando Bosch e fazer o que cabia ao FBI: comprovar que ele participou da decisão de assassinar Letelier, sem que nunca tenha sido levado a um tribunal.

Em 6 de outubro completou também 30 anos que, em Barbados, terroristas explodiram um avião da Cubana de Aviação e provocaram a morte de 73 pessoas. Entre os principais responsáveis estava Orlando Bosch, que continua livre nas ruas de Miami, e o cubano, hoje com cidadania venezuelana, Luis Posada Carriles que, embora atualmente detido por questões migratórias, goza de proteção do governo dos EUA.

É preciso exigir a verdade sobre a luta contra o terrorismo, a libertação dos cinco cubanos, e que Posada Carriles seja extraditado para a Venezuela, a fim de responder pela sabotagem à aeronave de Cuba. Petição nesse sentido foi assinada por intelectuais e políticos de todo o mundo, entre os quais Noam Chomsky, James Petra e Nadine Gordimer.

A 5 de setembro, a Casa Branca divulgou o documento “Estratégia da Segurança Nacional dos EUA”, no qual consta: “Os Estados que apóiam e dão ajuda a terroristas são tão culpados quanto os próprios terroristas, e terão que prestar contas de seus atos.”

Quem dera que Tio Sam aplicasse a determinação a si mesmo!

Quem tem medo do lobo mau???

"As pessoas me olham como se eu fosse um traste; e eu penso: Traste é tu, que não tem a liberdade de sentar numa calçada!"

(morador de rua, de Porto Alegre)

Nesta semana, uma TV local traz uma série de reportagens sobre os indigentes. Embora considere-se apenas a realidade local, alguns números não devem ser diferentes nos demais lugares do país.

Dois exemplos:

Mais de 85% dos mendigos são alfabetizados, segundo uma pesquisa não-governamental de 1999;

Enquanto fatos bizarros, como uma mulher cujos olhos saltam voluntariamente das órbitas, merecem registro internacional (Guiness Book), os indigentes não aparecem nem nas pesquisas do IBGE.

O primeiro problema taí... Quem olha para eles??? Falta uma pesquisa séria para entendermos como eles foram parar nas ruas e quais as saídas para resolvermos este problema social.

Perguntados, um a um, as motivações para a mendicância são muitas: desemprego, bebida, falta de apoio da família, desilusões profundas... Mas raramente algum deles admite a falta de amor-próprio, de fé em si mesmo.

Como nós, eles preferem o caminho mais fácil. É mais fácil, para nós e nossa consciência, dar uns trocados, sobras de comida, cobertores... E, para eles, viver sem responsabilidades, estendendo a mão na certeza de que tudo o que vier é lucro.

Não percebem, eles, que a falsa sensação de liberdade esconde um desprezo pela própria vida, um medo de reconstruir suas vidas e serem novamente mal-sucedidos. Não percebemos, nós, que a falsa sensação de caridade esconde o ato egoísta de aliviar a consciência, o medo de nos envolvermos, de sermos solidários.

Ambas as motivações são de medo e comodismo. Mas a nossa atitude é pior, pois é o nosso olhar de pena que alimenta seu auto-desprezo; é a nossa falsa esmola (ato de dar tudo na mão: roupa, cobertas, alimento, dinheiro etc.) que alimenta seu comodismo e os mantêm na indigência.

Então... O que fazer???

Como fazer para promover o desenvolvimento integral, o resgate da dignidade e da vida humana, que consideramos em nossas doutrinas como bens inalienáveis?

Não é simples achar soluções eficazes para estas questões, mas é inaceitável que diante da dificuldade continuemos apenas passando para o outro lado da rua, como naquela famosa parábola... (cf. Lc 10, 30-37)

Correção Fraterna

A Bíblia é realmente o livro da Revelação! Mais... Ela é, de fato, a Palavra de Deus!
E é bem por isso, porque Deus nos fala, que precisamos sempre ler/ouvir atentamente!

Sabem... Às vezes parece que usamos citações bíblicas decoradas, só para justificar nossos atos (fraqueza, orgulho, covardia, violência, auto-piedade...), ou até mesmo a falta deles (omissão, inércia...)!

Um mito, por exemplo! Para não sermos questionados, logo dizemos: "Não cabe a nós julgar!" E nos apoiamos em frases soltas, fora de seu contexto original, tiradas levianamente da Bíblia! Seguem algumas citações mais famosas, em relação ao ato de julgar:

"Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus..."
(I Tm 2, 5)

"E por que vês o cisco no olho do teu irmão, e não reparas
na trave que está no teu olho?" (Mt 7, 3)

"Há um só legislador e juiz,
aquele que pode salvar e destruir; tu, porém, quem és, que julgas ao próximo?"
(Tg 4,12)


Lendo esses e tantos outros, isoladamente, faz sentido não podermos julgar ninguém! Mas olhem este outro trecho, também tirado da Bíblia:

"Ora, se teu irmão pecar, vai, e repreende-o entre ti e ele só; se te ouvir,
terás ganho teu irmão; mas se não te ouvir, leva ainda contigo um ou dois, para
que pela boca de duas ou três testemunhas toda palavra seja confirmada. Se
recusar ouvi-los, dize-o à igreja; e, se também recusar ouvir a igreja,
considera-o como gentio e publicano."
(Mt 18, 15-17)

Diante dos fatos, quais critérios devemos adotar, se não julgarmos (= discernir se houve ou não pecado)?

Aliás, ao lerem estas linhas, não estarão julgando se o seu conteúdo está certo ou errado? Não estamos sempre analisando o mundo à nossa volta? E isso não é julgar???

A própria CNBB... Ela propõe um método chamado "ver - JULGAR - agir"!
Como isso se torna possível, sem entrarmos em contradição com a Bíblia?

Lembram das "frases famosas", citadas agora a pouco? Vamos nos concentrar numa delas: Tg 4, 12. Uma leitura atenta mostrará que não devemos julgar a PESSOA (= o próximo)! Mas ali não diz que não devamos julgar o ato, o fato, as circunstâncias... A esses sim é possível julgar, sem prejudicar o próximo! Antes, é justamente por amor ao outro que devemos nos basear nos fatos (e não na pessoa) para aplicar a tal "correção fraterna", mostrada na citação acima, de Mt 18, 15-17.

Alguém, mais resistente, pode ainda insistir: Mas só Jesus pode julgar! Ora... Ao receber a comunhão, não nos tornamos o Cristo?
Aliás, não fazemos parte do Corpo Místico de Cristo? Não é esse o papel de Sua Igreja? Não é isso que quer dizer o "sede perfeitos como Perfeito é vosso Pai Celestial"? (Mt 5, 48) Se somente a Jesus cabe evangelizar, e não podemos seguir Seus passos, então pra que foi que Ele veio!?!

No Antigo Testamento há uma narração que demonstra bem como deve acontecer a correção fraterna! Deus mandou um profeta a Davi, para chamar-lhe a atenção, quando ele colocou Urias na frente de batalha, a fim de que este morresse e ele pudesse ficar com a sua mulher (é interessante ler toda a história, começando por II Sm 11, 2)! Natã (esse é o nome do profeta enviado a Davi) não era Deus, mas foi enviado por Ele! Se reconhecermos nosso papel (o de instrumentos) e buscarmos agir por amor e, no amor, com bondade, então por que não falar? Por que não "pôr o dedo na ferida"?

Sim... É fato!!! Uma crítica destrutiva não santifica ninguém! Ao contrário, afasta os menos firmes na Fé! Críticas destrutivas são más e típicas, normalmente, de um coração vingativo! Por isso, longe de nos elevar à condição de filhos e filhas de Deus, sua prática nos lança à escuridão! Mas é fato também que todo terapeuta aplica e recomenda críticas construtivas, como fonte de crescimento e saúde! E como Cristo não veio para os sãos...

Por isso, não tenhamos medo de julgar os fatos e denunciar as faltas de nossos irmãos, quando no erro, desde que a pessoa seja tratada com amor e o erro com Justiça (o que é bem diferente de vingança)! Ok!?!

"Ladrão que rouba ladrão, tem 100 anos de perdão!"

Das arábias vêm contos que preenchem o nosso imaginário de ouro, belas mulheres, suntuosos palácios, banquetes e outras riquezas! Quem não quer ser o bom ladrão, seja ele Ali Babá ou Aladim? Ou então a astuta Scherazade, versão feminina e oriental do nosso estimado Pedro Malazarte?

"O bom brasileiro é aquele que leva vantagem em tudo!"

Esta verdadeira maldição é uma herança imposta pela dita sabedoria popular! A mesma que -- dizem -- ser "vox Populi, vox Dei" (a voz do Povo é a voz de Deus)! É uma máxima, impregnada na cultura da gente!
Mas que deus é esse que manda tirar vantagem de tudo?

Ainda ontem escutávamos no jornal: "Deputados da Bahia votam pelo aumento do próprio salário" (para R$ 16.000,00)... Isso é revoltante, não é??? Mas tem um lado bom! Por exemplo, foi o que chamou a nossa atenção para outro detalhe, importantíssimo! Enquanto ficamos anestesiados, vendo Lula e Alckmin se degladiarem, medidas importantes são votadas no Congresso! Estamos acompanhando??? Sabemos o que está acontecendo??? O que os deputados e senadores estão decidindo por nós??? O que vai ficar de herança, em 2007, para o Presidente e governadores eleitos e para nós, povo?

PRECISAMOS AGIR!!! Mas o que nos move será mesmo o desejo de um país mais justo?

Na mesma reportagem, um cidadão revoltado dizia: "É um absurdo (esse aumento)! E o meu??? Não aumenta, por quê???" Quer dizer... Se o salário deste trabalhador fosse também de R$ 16.000,00, deixaria de ser um absurdo?

Parece que ainda somos crianças, cheias de manha sem o brinquedo, mas que, uma vez com o objeto do desejo na mão, pouco se importam se os demais também têm o que querem (e precisam)! Dá-nos "o pão NOSSO de cada dia", então, torna-se um enunciado "da boca pra fora", não é???

Com isso, só se pode concluir, então, que a revolta da população, não vem da falsa moral dos senhores políticos, mas de o dinheiro circular na mão deles e, não, na nossa! Só isso explica porque o ato de devolver uma bolsa cheia de dinheiro ou de pertences valiosos vira notícia, como se fosse -- e é -- um fato raro, ou um fenômeno incompreensível!

No fim das contas, Cristóvam Buarque tinha razão... Nosso problema é EDUCAÇÃO! E nenhuma política de curto e médio prazo poderá resolvê-lo!
Aliás, nenhuma atitude isolada pode fazê-lo! Por isso, parafraseando
Marx:

"Cristãos do mundo inteiro, uni-vos!!!"

Mas como??? Quando??? Onde??? Quem sabe, no dia em que resolvermos pensar no bem comum, saibamos responder todas essas perguntas...

(pessoa) LULA x (pessoa) ALCKMIN???

"Pessoas medíocres falam sobre pessoas,
Pessoas normais falam sobre coisas,
Pessoas inteligentes falam sobre idéias."



Coisa mais intragável um debate político. No entanto, nada é mais eficiente para fundamentar a escolha do nosso presente e do nosso futuro. Só que fica difícil escolher quando, em vez de projetos, discute-se caráter.
Outro dia me perguntaram com quais pontos do projeto do Alckmin eu não concordava. Se eu tivesse apenas o recurso da TV, não saberia responder. Isso porque o candidato, tanto no debate de ontem quanto em toda a sua campanha, gastou tanto tempo tentando atingir a moral de seu oponente que freqüentemente era interrompido pelo mediador do debate justamente quando começaria a falar de seu governo.
Tá certo... o Lula também não é santinho!
Ambos se chamaram de desinformados, levianos, hipócritas e bravateiros. Mas perdi a conta de quantas vezes o Lula foi chamado de arrogante, mentiroso, irresponsável, mal educado e mau caráter.
Só que isso não foi o mais irritante.
O debate mostrou o que o governo federal fez e o que não fez. Por força dos acontecimentos e da política moralista, do Alckmin e da população, a ética dos últimos 4 anos foi muito mais debatida do que os projetos que conduzirão os próximos 4 anos. Pena que eu não pude interagir com a TV, pois queria muito ser ouvido pelos candidatos, ao dizer: "Tá... e o que vai ser daqui pra frente???"
Cansei de ouvir os candidatos repetirem, feito papagaios, os dados e números dos últimos 15 anos, que diariamente rolam pela internet, dispostos sempre de forma parcial, conforme os interesses de um ou de outro.
Aí vem o Alckmin, na entrevista pós-debate, dizer que o governo atual é retrô e que ele vai discutir o futuro. Mas por que não fez isso até agora?
Queremos tanto uma política moderna, mas tanta ênfase no aspecto moral, alimentada pela mídia graças ao forte apelo popular, mostra que ainda queremos um Jânio Quadros (conhecido por medidas como a proibição de biquinis na praia). Talvez, por isso, Alckmin (que não é bobo) tenha adotado o papel de paladino da justiça. Por 3 vezes ele chamou seu oponente de mau caráter e se denominou (literalmente) o salvador da pátria, tendo como resposta o pedido de Lula para que fossem debatidos os projetos, em vez de pessoas. Após a 4ª alfinetada, Lula perdeu as estribeiras e aí virou uma luta franca, onde todos perdemos.
No fim, vi-me obrigado a escolher por simpatia. E aí, desculpem-me os tucanos, mas eu sempre fugi dos "salvadores da pátria", pois conheço um tal de Bush e um tal de Hitler, que acreditaram piamente estar fazendo um bem inestimável ao mundo... e, no entanto, todos sabemos no que deu (e está dando) esta prepotência.

o Homem do milênio

Francisco de Assis nasceu na cidade de Assis, Úmbria, Itália, em 1182. Pertencia à burguesia, e dessa condição tirava todos os proveitos. Como seu pai, tentou o comércio, mas logo abandonou a idéia por não ter muito jeito para isso. Sonhou, então, com as glórias militares, procurando desta maneira alcançar o status que sua condição exigia. Contudo, em 1206 para espanto de todos, Francisco de Assis abandonou tudo, andando errante e maltrapilho, numa verdadeira afronta e protesto contra sua sociedade burguesa. Entregou-se totalmente a um estilo de vida fundado na pobreza, na simplicidade de vida, no amor total a todas as criaturas. Com alguns amigos deu início ao que seria a Ordem dos Frades Menores ou Franciscanos. Com Santa Clara, sua dileta amiga, fundou a Ordem das Damas Pobres ou Clarissas. Em 1221, sob a inspiração de seu estilo de vida nasceu a Ordem Terceira para os leigos consagrados. O pobrezinho de Assis, como era chamado, foi uma criatura de paz e de bem, terno e amoroso. Amava os animais, as plantas e toda a natureza.

Poeta, cantava o Sol, a Lua e as Estrelas. Sua alegria, sua simplicidade, sua ternura lhe granjearam estima e simpatia tais que fizeram dele um dos santos mais populares dos nossos dias.


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ORAÇÃO - Glorioso São Francisco, Santo da simplicidade, do amor e da alegria. No céu contemplais as perfeições infinitas de Deus. Lançai sobre nós o vosso olhar cheio de bondade. Socorrei-nos em nossas necessidades espirituais e corporais. Rogai ao nosso Pai e Criador que nos conceda as graças que pedimos por vossa intercessão, vós que sempre fostes tão amigo dele. E inflamai o nosso coração de amor sempre maior a Deus e aos nossos irmãos, principalmente os mais necessitados.

São Francisco de Assis, rogai por nós. Amém.

- ORAÇÃO DA PAZ -
Senhor! Fazei de mim um instrumento da vossa paz.
Onde houver ódio, que eu leve o amor.
Onde houver ofensa, que eu leve o perdão.
Onde houver discórdia, que eu leve a união.
Onde houver dúvidas, que eu leve a fé.
Onde houver erro, que eu leve a verdade.
Onde houver desespero, que eu leve a esperança.
Onde houver tristeza, que eu leve a alegria.
Onde houver trevas, que eu leve a luz.

Ó Mestre, fazei que eu procure mais:
consolar, que ser consolado;
compreender, que ser compreendido;
amar, que ser amado.
Pois é dando que se recebe.
É perdoando que se é perdoado.
E é morrendo que se vive para a vida eterna.
Abraços Peregrinos - Babi e Zé

Coração

O caráter e o destino de uma pessoa não é criado
somente com base no serviço que ela faz,

mas com base em um coração verdadeiro e honesto.
Aqueles que fazem algo apenas intelectualmente
ganham um nome.

Aqueles que fazem algo com seus corações ganham
bençãos.

Brahma Kumaris



Esta citação mostra muito do que foi o nosso final de semana.
Tivemos mais um retiro (curso querigmático, na verdade) do movimento do qual participamos -- o Cenáculo de Maria -- neste final de semana.
Se tivéssemos que explicar o que aconteceu, diríamos que colhemos os frutos plantados e cultivados neste ano de preparação.
Desde o começo de ano estávamos, enquanto movimento, trabalhando para aparar as arestas de relacionamento, para reforçar a formação, o conhecimento mútuo entre a equipe de trabalho e também desta equipe, sobre as coisas das quais fala e faz.

Jovens comprometidos e apaixonados pelo Reino de Deus, reunidos para levar a palavra de Deus aos outros, através da ternura e da firmeza de Maria... isso não se encontra tão facilmente assim.

É a confirmação de que os movimentos não precisam ser alienados, de que desenvolver um trabalho concreto, em comunhão com a Igreja, com nossas comunidades e todas as outras dimensões de nossa vida social é possível; e não é complicado.

Basta ter coragem!!! Do latim: "COR => coração" e "AGERE => agir". Ou seja: Basta agir com o coração! Logo... Basta amar!!!

Como dizia Agostinho: AMA e faz o que quiser.

Deus não é fardo: Ele torna o fardo leve e nos ajuda a caminhar... como fez neste final de semana, onde a equipe de trabalho se desdobrou, nunca trabalhou tanto... e nunca foi tão fácil, tão leve.

Estas são as bênçãos de Deus, que estão presentes em nossa vida e para a qual tantas vezes fechamos os olhos e o coração.
Coragem!
Effatha! Abre-te!

"Em terra de cego, quem tem um olho...

Merece apanhar, se não ficar quietinho!!!"

Como é forte, em nossos dias, a idéia dos três macaquinhos: o que não pode ouvir, o que não pode ver e o que não pode falar!

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Curioso é que, quando a figura surgiu, o intuito era denunciar um sistema opressor! Mas hoje esta charge se tornou o símbolo de uma cultura: a dos que não querem ouvir, nem falar, muito menos ver, pois isso compromete!

São os donos das frases: "Não gosto de ser cobrado", "cada um é cada um", "se não estava aqui pra fazer, agora não critique", "quem é vc para falar alguma coisa?", "não dá pra falar sobre isso agora, pois estou passando por um momento difícil"... Ou então os que nem falam...
Ficam quietinhos e fazem de conta que não viram nada!

Onde esperam chegar? Acreditam mesmo que, ficando quietinhos, a vida -- com seus desafios -- não irá encontrá-los e exigir uma resposta deles? Pior... Não somos nós mesmos também contaminados por esta cultura?

Todo dia ganhamos uma nova oportunidade de crescer, rever nossos conceitos, mudar o que não está bom... Seja pela crítica (construtiva ou destrutiva) de alguém, ou pelo resultado indesejado de uma atitude, ou pela decepção causada por alguém que estimamos (um amigo, um parente, o padre, um político...), ou pela recusa de uma idéia nossa, ou um simples sentimento de "vazio" ou "tristeza interior"...

Mas preferimos dar uma de Garfield e aquietar, esperar a vontade -- de mudar, no nosso caso; de trabalhar, no dele -- passar! E se alguém nos desafia, reagimos como "feras feridas" e espantamos toda ajuda, pois só enxergamos pessoas cruéis e chatas onde deveriam estar nossas oportunidades de mudança, de melhoria e até de salvação!

Mundo estranho o nosso... Onde lutamos para ser livres, quando oprimidos; e para ficar oprimidos, quando livres! Vai entender...

O que entra, ou o que sai?

"É o que sai de dentro (da pessoa) que (a) contamina!"

(Mt 15, 11)

Final de semana muito, muito frio em São Léo/RS... Ainda assim, fomos à Missa!

"Passagem (do Evangelho) conhecida" + "atenção seletiva" = "nova compreensão do texto".

Nem possessão demoníaca, nem inspiração do maligno, nem encosto, nem influência dos orixás, do horóscopo, do mapa astral, ou do cosmos, nem alinhamento dos planetas... O que contamina a pessoa -- o Mal -- vem "de dentro"!

Tudo bem... Somos influenciáveis! Podemos agir movidos por bons ou maus conselhos; e normalmente é isso que fazemos! Mas eles (os conselhos) só nos impulsionam porque encontram "eco" em nosso interior.

Ah... Mas então já nascemos maus, ou ao menos com tendências más?
Não!!! O Mal é fruto de como reagimos às adversidades! Se aprendemos a lidar com as emoções, os sentimentos, as frustrações, a realidade... então daremos continuidade ao processo gerador da Vida: o Amor!

Sendo a Morte a antítese da Vida, daí se conclui o que gera o Mal: a falta de Amor! Felizmente, ele (o Amor) é contagioso! Por isso, para erradicar o Mal, basta amar; e passar adiante! O Amor "pega" através de exemplos, através do que "sai da boca"!

E não fiquemos frustrados se nem todos copiarem nosso exemplo; como já dissemos, as pessoas se sentem influenciadas somente pelo que faz "eco" em seus corações!

Humildade: Identidade e Autenticidade

"Meus problemas são uma tragédia (grega); os dos outros são frescura!"

"Pimenta nos olhos dos outros é refresco!"

"Mala é o filho do vizinho; o meu só tá com sono!"

Dia após dia, jargão após jargão, nossa cultura nos ensina o isolamento do individualismo. Mesmo assim, não consegue tolher nosso caráter, essencialmente social.

Porém, deixa profundas marcas em nossa personalidade. O desprezo pelas idéias dos outros e a super valorização das nossas, por exemplo.

O catecismo e a sabedoria popular nos ensinam a "resolver" este problema: Basta colocar-se no lugar do outro! É a dinâmica da tal Identidade (idem = o mesmo; ente = o "ser", sendo - ou seja: o "ser" em ação, em movimento).

Mas será que é o suficiente mesmo? Quanta gente há que não se ama! Para elas, levar a cabo o "ama o próximo como a ti mesmo" seria uma tragédia. Outras, porém, que se supervalorizam, poderiam tornar os problemas alheios uma verdadeira "tempestade em copo d'água".

É aí que entra a Autenticidade (auto = em si mesmo). Ou seja: o "ser", sendo em si mesmo. Dito de forma mais simples: o ato de saber quem somos; o tal "conhece-te a ti mesmo".

Aliás, eis o segredo da humildade (palavra que vem do mesmo radical de "humanidade"; = o ato de ser humano): ser quem eu sou (= autenticidade), reconhecendo minhas semelhanças e diferenças com o outro (= identidade).

Não mais... Não menos...

valor ou prioridade?

Prioridade – do latim prior
s. f.,
primazia de tempo, de ordem ou de categoria;
anterioridade, precedência;
primazia;
direito de primazia de passagem, atribuído aos veículos que circulam em estrada.


Valor - do latim valore
s. m.,
o que uma coisa vale;
preço;
importância;
qualidade inerente a um bem ou serviço que traduz o seu grau de utilidade;
qualidade daquele ou daquilo que tem força; valia; estimação; valentia; coragem; mérito; préstimo.

na Filosofia valor é:
aquilo que confere normas à conduta;
carácter do que corresponde às normas ideais para o seu tipo e, por isso, é desejado e desejável;
tudo o que é verdadeiro, belo e bom e que é condicionado por um tipo de juízo moral pessoal que, normalmente, se adapta ao da sociedade e época;
o próprio juízo.


Estávamos refletindo sobre o papel que se dá à juventude hoje, na Igreja.

Na assembléia dos Bispos, a juventude foi definida como prioridade.

Entretanto, não há uma casa de retiros voltada para a formação da juventude na nossa Diocese (Novo Hamburgo). Para que possamos fazer um retiro de formação a um preço acessível, temos que nos deslocar até Salvador do Sul/RS.

Isso é ser pensado como prioridade?
Mas o que é mais importante? Ser prioridade ou ser um valor?
Prioridades mudam; deixam de ser prioridades, em detrimento de outras.

Tivemos o exemplo do IPJ (instituto de Pastoral da Juventude) de Porto Alegre, que vai ser fechado para que em seu lugar surja uma faculdade de design (algo neste sentido). O espaço é propriedade da Companhia de Jesus. Parece que o IPJ não é mais uma prioridade...

Por isso propomos, aqui, a juventude como Valor! A ser defendido, conquistado, cultivado...

Investir na juventude é construir um futuro mais justo e solidário. É pensar no próprio futuro da Igreja!

Chega perto do planejamento estratégico, que utilizamos nas empresas.

Quem vai gerar as famílias que darão vocações para o Reino amanhã? Quem serão os catequistas, padres, agentes de pastoral de amanhã, senão os jovens de hoje?

Não entendemos este descaso com a gurizada! Não esqueçam que os 'tios' não vão durar para sempre...

sobre portos e navios

Os navios estão a salvo nos portos,
mas não foi para ficarem ancorados que eles foram criados.
(desconheço o autor)


Fantástico!
podemos escolher a tranquilidade do porto, sem riscos...
mas viveremos frustrados, sem viagens, sem aventura, sem novidades, sem ideal.

Navios foram feitos para navegar, esta é sua finalidade.
E que maravilha cumprir o plano do criador!

O criador não determinou como navegar, nem para onde navegar. Disse apenas : IDE E NAVEGAI...

Nos deu liberdade de escolher nossos portos, nosso caminho, nosso destino, o tal do livre arbítrio é isso... liberdade de escolher para onde levar nosso barco, nossa vida.

Mas o medo de soltar as amarras da segurança do porto muitas vezes nos impede de viver, de crescer.
O medo de escolher a rota errada, de encarar tempestades, faz tanta gente atrofiar no porto da omissão, do medo, da preguiça e da estagnação.

Não quero ficar encalhada na praia, sem viver a emoção do mar aberto... da pesca farta!

Os navios estão a salvo nos portos,
mas não foi para ficarem ancorados que eles foram criados....


conversando a gente se entende

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-- Chefe... Sabe aquele aparelho novinho, importado, que custou uma fortuna e eu acabei de tirar da caixa? Pois é... Não tô conseguindo
fazê-lo funcionar!
-- Ih... Nem esquenta!!! Com toda certeza, é o aparelho que não presta!!!

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Quem aí acreditou que a resposta do chefe poderia ser essa?

Pois é... Mas quando se fala de Internet, principalmente de grupos de discussão, é bem essa a resposta mais comum: "Por aqui a gente não se entende!" Ou então: "Não gosto de conversar pela Net, porque por e-mail não conseguimos perceber a entonação da voz e as expressões das pessoas!"

Pois então deixem-nos contar como nos conhecemos!

Morávamos a uns 700 km, um do outro! Através de uma lista de discussão, a da PJB (Pastoral da Juventude do Brasil), encontramos o MSN um do outro!
Começamos a falar de Igreja e, quando vimos, estávamos completamente envolvidos!
Não demorou muito, o Zé veio morar em São Léo, com a Babi, completando já um ano e 3 meses de casados, no próximo dia 19 (que, aliás, será aniversário do Zé também)!

Já dissemos por aqui mesmo que para quem não sabe onde quer chegar, nenhum caminho é favorável...
Pois seguindo o mesmo raciocínio podemos dizer que não há meio de comunicação viável para quem não sabe dialogar!
A chave está aí... desenvolver a capacidade de dialogar!

A Internet é uma ferramenta, assim como o bisturi!

O mesmo bisturi, que nas mãos de um médico salva vidas, pode intimidar ou até mesmo matar nas mãos de um bandido ou psicopata!
A solução está em deixar de usar o instrumento, ou garantir que seja adequadamente utilizado?

Por isso caminhamos... Seja de pés descalços, seja pela Net!

É óbvio que um modo é diferente do outro!
Já aprendemos o que a areia faz com a sola dos nossos pés!
Mas por aqui os desafios são outros!
Como a Internet é coisa bem recente, tratando-se de humanidade, não é exagero afirmar que ainda estamos engatinhando neste meio!

Então perguntamos: Quer engatinhar conosco???

Se for para chegar ao Reino: Insista, persista, nunca desista!


Faz parte do Plano...

"E Deus disse: Faça-se a Luz!" (Gn 1, 3) Maravilha!!! Estava feita aTese! E a Tese era um paraíso... E era muito bom!

Aí... "Por um só homem o pecado entrou no mundo..." (Rm 5, 12) Ah,não!!! Eis aí a Anti-Tese, ou Antítese! O que fazer???

Então, eis que... "O Verbo se fez carne!" (Jo 1, 14) Pronto!!! Tese e Antítese tiveram finalmente sua Síntese... E a Síntese foi a nossa Salvação! O Plano de Deus entrava novamente no eixo...

Bom... Aí o Verbo pediu que o imitássemos e nos amássemos! Mas é difícil amar, se pensarmos que com isso devemos concordar o tempo todo com os outros... E, se optamos por discordar, isso normalmente gera conflito!

O conflito é bom!!! Cristo entrou muitas vezes em conflito com os Doutores da Lei e certas opiniões populares! Mas Ele não entrava pra vencer, porque não via seus opositores como adversários! Ele os amava!!! E com isso nos ensinava que, numa discussão, quem vence é a Síntese!

Ora, a Síntese é o resultado da convergência entre Tese e Antítese! Convergir é sair da posição inicial e seguir para uma outra, que concilie duas linhas, dois caminhos! Ou seja, é necessário desprender-se da posição original! Isso só é possível se a discussão não for uma disputa!

Em cabos de guerra, ganha quem mantiver os pés em seu próprio território! Já, numa convergência, só alcançam seu objetivo os que se encontrarem, deixando suas posições e adotando uma terceira, mais viável a ambos!

"Nosso Cosmo, no fundo, não é senão o lento nascimento de uma consciência universal"
(Teilhard de Chardin)

O bom e velho Chardin sabia das coisas...

E então??? Que tal se a gente se encontrar???

sobre a Graça

"Basta-te a Minha graça;
pois é na fraqueza que a força se manifesta"
2cor12

As leituras deste final de semana mais uma vez falaram diretamente ao nosso coração.
Deparar-se com a frustração no meio do caminhoé como sentir-se sem bússola na jornada.
é Justamente aí que a postura do peregrino faz toda a diferença. Tendemos a caminhar como se tudo dependesse só de nós mesmos. Contamos com nossa técnica, inteligência e instrumentos. E quando um destes elementos falha, sentimo-nos desorientados.
O peregrino, porém, sabe que não está sozinho. Sua jornada lhe traz mais do que ferramentas porque contém um guia.
Deus é o seu guia; e a Graça seu norte.
Na fraqueza se faz forte porque recorre a uma força absoluta que o encaminha, conduz e sustenta.
Não vê a crise como algo ruim.
A crise serve para que nos livremos do que não é importante e firmemos o foco no objetivo da jornada.
Assim as energias são canalizadas, e o fraco, com a Graça de Deus, se faz forte.

Despedidas da Copa

É... Portugal também perdeu!!!
Mas por que essa ânsia de que Portugal vencesse? Por que comprar a camiseta de uma seleção estrangeira se, passada a Copa, iremos olhar pra ela, no armário, e dizer: "Que foi que eu fiz"?
Respondendo à segunda pergunta, que é mais fácil, era preciso satisfazer o desejo consumista, alimentado pela mídia, pelo comércio, pela globalização, mas primeiro de tudo por nós mesmos, que nos deixamos levar...
A primeira é fácil de responder também, mas mexe com o ego! Enfiaram em nossas cabeças que somos um povo sofrido e nós adotamos essa postura! Daí brotou o sonho de realização pessoal, às custas das vitórias brasileiras, principalmente no esporte!


Sempre fomos apaixonados torcedores, mas nunca antes tão ansiosos de vitória que precisássemos torcer por um brasileiro, mesmo não vestindo as cores do Brasil!

Pensando bem, felizmente esta final não tem nenhum brasileiro, fato inédito há mais de 20 anos (se contarmos os árbitros brasileiros também)! Mas ainda resta um motivo para não abrirmos os olhos e lutarmos por nós mesmos! A Itália vem aí... E poderá nos vingar! Quem sabe, passada a Copa...

Deixando novamente o lado trocedor falar: "Que motivação teriam os jogadores pra ganhar a Copa, se todos os recordes restantes (e pessoais) foram batidos (maior goleador, melhor zagueiro, jogador que mais vezes jogou)?

E outra, muito embora não seja o nosso forte ficar alimentando teorias de conspiração... Uma pergunta não quer calar, torcedor: "Pq o Galvão já iniciou a trasmissão dizendo que era apenas um jogo de futebol?"

Perguntas curiosas... Mas do que falávamos mesmo, agora a pouco? Deixa pra lá, né!?! O Galvão já sabia de alguma coisa...

Autoconhecimento

“Amar a Deus sobre todas as coisas

e ao próximo como a si mesmo”

(Mt 22,37-39)

Em uma única frase, o resumo da Boa Nova, ou, se preferirem, da dinâmica do Reino: Amar a Deus, acima de tudo; amar ao próximo, a quem se vê (I Jo 4,20); e amar a si mesmo.
O primeiro se aprende na catequese, como o primeiro dos dez mandamentos.
O segundo é a condição para se ter uma comunidade cristã (nisso reconhecerão que sois meus discípulos... Jo 13,35).
Mas o terceiro, que é a chave de tudo (amar... como a si mesmo), talvez por ser facilmente confundido com o egoísmo, é pouco incentivado e refletido em nossas comunidades.
Amar: Chave do Reino!
Autoconhecimento: Chave do Amor!
“Só se ama o que se conhece!” – Conhecer a si mesmo é amar-se. Amar-se é condição para amar o próximo. E no amor uns aos outros é que reconhecerão que somos discípulos de Cristo.
Ser discípulo é conhecer; e conhecer é amar...
E como se deve amar??? Jesus responde: “Assim como Eu vos amei!” (Jo 13,34)
Digamos pois:

“A vida é caminhar... e o caminho, sem dúvida, passa pelo autoconhecimento.”

Voltando às Origens...

Estávamos nós, na Missa domingo, atentos às leituras, quando ouvimos:

Irmãos:
6 Estamos sempre cheios de confiança e bem lembrados de que, enquanto moramos no corpo, somos peregrinos longe do Senhor; 7 pois caminhamos na fé e não na visão clara. 8 Mas estamos cheios de confiança e preferimos deixar a moradia do nosso corpo, para ir morar junto do Senhor. 9 Por isso, também nos empenhamos em ser agradáveis a ele, quer estejamos no corpo, quer já tenhamos deixado essa morada. 10 Aliás, todos nós temos de comparecer às claras perante o tribunal de Cristo, para cada um receber a devida recompensa – prêmio ou castigo – do que tiver feito ao longo de sua vida corporal.

Tratava-se da 2ª leitura (2Cor 5, 6-10 ).

Óbvio que o termo "peregrinos" chamou-nos a atenção!

E, olhando novamente para o desenho da menininha na ponte, podemos perceber, de fato, que não se vê o início nem o fim do caminho (v. 7) e que a menina marcha de forma determinada, mas não sem dificuldades (v. 9).
Aí, voltando ao texto, agora pensando nas dificuldades do caminho, encontramos a palavra-chave para seguir em frente: CONFIANÇA (v. 6 e 8).
Palavra essa que, dentro das virtudes teologais, tem plena identidade com a ESPERANÇA.

Caminhemos, portanto, confiantes, na certa de que "agradável a Deus" (v. 9) é o mesmo que "amá-Lo sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos"!


Caminhar é preciso... caminhemos juntos!

Rapidinhas...

Ronaldo,
o mais ilustre garoto propaganda da Nike, estréia novo modelo de chuteira desenvolvido especialmente para ele... novinha em folha... com a mais alta tecnologia... Baita bola fora, já que o propósito era fazer marketing da mesma... ou melhor... Bolha fora!!!

Sensibilidade
E o show de sensibilidade do Robinho em entrevista sobre a morte do Bussunda???
"– Tenho certeza de que, de onde ele (Bussunda) estiver, estará torcendo pela nossa Seleção!"

Ainda sobre Marketing
E as propagandas de TV? Que construtivas e educativas!!!

- Pepsi: Garanta a sua e deixe que o outro se lasque!
- Skol: O importante é ganhar! Se for na sacanagem, melhor!!!
- Vivo Play G3: Faça um V e fuja das responsabilidades!!!


Tudo com muito verde/amarelo... em clima de Copa
traz o Ékissa, Brasil!

E as bolhas do Ronaldo?

Em ritmo de Copa, esta pergunta é a solução para falta de assunto,
romper com o silêncio, iniciar uma conversa...

E que assunto melhor pra iniciar nossas reflexões de peregrinos
do que o mais atual de todos: a Copa do Mundo!?!
O que se tornou este evento?
Anos atrás, ainda se ouvia coisas positivas sobre a Copa e sua influência no clima mundial. Alguém aí já deve ter ouvido falar que até as guerras paravam para o Pelé passar, não!?!
Em tempos mais recentes, países em conflito se enfrentavam em campo e , assim, conseguiam convencer seus líderes a assinar tratados de paz.
De vitrine de jogadores a vitrine de manequins, a Copa vai se transformando em mais um desfile de modas, desta vez exclusivamente para homens.
E assim tudo à nossa volta!
Não deixamos ninguém se meter na nossa vida, mas queremos que todos nos vejam, apreciem nossos flogs e blogs, que nos adicionem em seus orkuts...
É a supervalorização narcisista de nossas vitórias -- nosso melhor ângulo -- e o obscurecimento de nossos medos, nossas quedas (escondidos muitas vezes de nós mesmos).

Na quinta feira vimos o quanto um povo pode ter sua auto-estima melhorada, trabalhada e até mesmo 'curada', em função de um esporte coletivo que nos representa.
Futebol é a cara do brasileiro - cheio de garra, adrenalina e alegria.
Mas vimos também o quanto é possível utilizar algo tão apaixonante como ferramenta de alienação coletiva. E isso não se restringe ao brasileiro não...

Bom... A questão principal é: o que nós aproveitamos pessoal e coletivamente do que acontece à nossa volta? Conseguimos curtir o que há de bom, ou apenas somos levados pela maré?

Mas... deixando falar agora os apaixonados por futebol que somos:
Falou-se tanto nas 'bolhas do Ronaldo'... mas "bolha" mesmo foi ele no jogo de quinta, não é mesmo?

:)

Uma imagem

"Caminhando contra o vento,
sem lenço, sem documento...
eu vou!"


Já ouviram dizer que uma imagem vale mais do que mil palavras?
Quando vimos aquela menininha caminhando na ponte (ao lado),

logo percebemos que ali estava o resumo do nosso ideal.
A ponte: união de dois pontos.

Diante das adversidades (rio, penhasco, trilhos de trem...) o caminho se faz ponte, a ponte se faz caminho.
Cristo usava muito a expressão: "chegar às outras margens".

Era preciso que a Boa Nova chegasse ao próximo, ao outro, a todos. Em Seu tempo, só indo de barco... hoje a ponte une as margens.
A criança: "só entra no céu quem for como criança" (Mc10,13-16).

Quem tem criança em casa já deve ter desconfiado de que há alguma coisa errada naquele discurso onde meninos e meninas sã livres de defeito.
Um bebê é extremamente egoísta e os recém desmamados, de tão ciumentos, são capazes de morder, bater, e tudo o mais para defender o seu território.
Ser como criança, então, deve ser naquele sentido em que para ela toda sensação é experimentada como novidade. As coisas estão aí, como sempre estiveram; o novo está no jeito de olhar. Além disso, ela identifica fácil suas limitações e em tudo depende do pai/mãe.
Na imagem, não se vê de onde o caminho vem e para onde ele vai.
Ainda assim, todos temos convicção de que houve um ponto de partida e de que há um destino (= ponto de chegada).

Não é esta uma bela explicação para a ?

Tem alguma coisa a mais, que você tenha enxergado?

Realmente, uma imagem vale mais do que mil palavras....

O Caminho

"A Vida é caminhar...
sou peregrino do amor,
vou semear..."

Se este blog tivesse áudio (aliás, se alguém souber como se faz prá colocar, dá uma ajudinha prá gente...) esta seria a nossa trilha sonora.
Isso porque o Caminho é a marca forte da nossa espiritualidade.
O Caminho convida!
O Caminho desafia!
O Caminho encanta, apaixona, inflama!
O Caminho move, estimula, desenvolve!
o Caminho traz o novo... e o recomeço!

Reconhecer e experimentar tudo isso, porém, só é possível para quem se põe a caminhar.
Para esses, o Caminho não passa pela Vida simplesmente: é a própria Vida!

Eis a postura do peregrino!
O peregrino não caminha apenas...
ele observa... curte, aprende com o Caminho!
e com as pessoas que encontra no caminho!
Ele sabe para onde vai,
embora não tenha necessariamente a certeza de como vai. (Hb 11,1)

Cremos que saber onde se quer chegar é indispensável;
e sabemos para onde vamos.
Só que nem sempre sabemos como !!!

Isso é o mais gostoso!

É a tal dinâmica do "já" e do "ainda não" do Reino.
Aliás... eis o "onde" queremos chegar.

O Reino de Deus: razão de cada passo da caminhada!!!

E você? Já se pôs a caminho???

Jo 14,6 - Eu Sou o Caminho, a Verdade e a Vida.
"Nenhum vento é favorável para quem não sabe aonde vai!!"

Começo

Toda grande caminhada começa com um simples primeiro passo.
Assim é com este nosso blog!!!
Há tempo que eu e o Zé pensamos em criar um 'espaço comum' para partilhar um pouco de nossas reflexões sobre a caminhada.
Eu tenho o Olhe o céu, que mostra um pouco dos meus momentos de 'olhar para cima'. O Zé tem o Flogs , onde ele também diz um pouco do que pensa e do que faz.
Mas este cantinho é nosso, em comum!!!
E queremos partilhá-lo com todos que intencionam trilhar o Caminho.
Este espaço quer ser um espaço de olhar a caminhada, uma caminhada que não se faz sozinho, que se faz de mãos dadas, peregrinando, descobrindo o novo e se apaixonando cada dia mais pela caminhada.

Caminhemos!