Os Peregrinos

O caminho não é novo... O novo está em nós, no nosso jeito de caminhar!

Teologias: Libertação X Prosperidade

Olá, pessoas!!!

Hoje vamos fazer um pouquinho diferente! Em vez de um único texto, traremos trechos de um verdadeiro debate entre duas Teologias: a da Prosperidade (TP) e a da Libertação (TL).

Esta postagem será longa – pedimos desculpas, antecipadamente, por isso – mas os textos serão úteis, principalmente aos nossos irmãos de outros continentes, que tanto nos visitam, mas talvez não conheçam a fundo a realidade (e a dualidade) da Igreja Latino-Americana.

O primeiro texto é uma entrevista de Frei Betto, adepto da TL, ao Jornal Valor, falando sobre a visita do papa ao Brasil:
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Jornal Valor: Como avalia os quase dois anos de pontificado de Bento XVI? E a imagem que ele tem passado, principalmente com a polêmica declaração de que o segundo casamento é uma "praga"?

Frei Betto: Gostei muito da primeira encíclica deste papa, "Deus É Amor", por superar os antagonismos platônicos que tanto marcam a teologia cristã. Mas lamentei quando, às vésperas da primeira viagem à América Latina, ele censurou o teólogo Jon Sobrino, de El Salvador. E considero infeliz a expressão do papa quanto ao segundo casamento de tantos católicos. Jesus jamais cedeu ao moralismo farisaico e sempre agiu com tolerância e compaixão.

Jornal Valor: Quais são as principais reformas que a igreja deveria fazer?

Frei Betto: Primeiro, estar sempre ao lado dos pobres, como Jesus. Depois, valorizar as Comunidades Eclesiais de Base, o ecumenismo, o diálogo inter-religioso. Ainda deveria se abrir ao sacerdócio das mulheres, permitir o celibato facultativo dos padres e admitir a importância do uso de preservativos na contenção da aids.

Jornal Valor: E como vê a luta da igreja para manter os fiéis e angariar novos?

Frei Betto: No Brasil, nos últimos 20 anos, a igreja tem perdido 1% dos católicos a cada ano. Isso é o que move a visita do papa em maio. Mas não devemos nos preocupar com estatísticas. O papel da igreja é se empenhar, como disse Jesus, para que "todos tenham vida e vida em plenitude". No Brasil, bem faz a igreja ao defender a Amazônia, tema da Campanha da Fraternidade deste ano, e apoiar os que lutam por reforma agrária, distribuição de renda, saúde e educação de qualidade.

* Você pode ler a entrevista na íntegra, em: http://www.unisinos.br/ihu/index.php?option=com_noticias&Itemid=18&task=detalhe&id=6499
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Bom... Isso provocou a reação de quem estava a favor do papa. Entre os mais exaltados, houve aqueles que não se importaram com O QUÊ se estava falando, mas com QUEM falava. Dentre estes (alguns dos quais muito provavelmente se joguem de um penhasco a uma ordem do papa), destacamos o Prof. Felipe Aquino. Olhem a resposta que ele deu a Frei Betto:
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CARTA A FREI BETTO

É de se lamentar que frei Betto, mais político do frei, mais agitador do que teólogo, mais uma vez coloque suas palavras de desconfiança em relação ao Papa Bento XVI, e tente jogá-lo contra o saudoso papa João Paulo II e contra nós católicos; nesta hora sublime em que o esperamos com alegria e expectativa. (...) Será que Betto já se esqueceu que foi o então Cardeal Ratzinger que mostrou ao mundo em 1984 que a Teologia da Libertação é a pior heresia que a Igreja já enfrentou, uma vez que reinterpreta o Cristianismo em chave marxista? Ou será que ele espera que agora, feito Papa, Bento XVI venha abençoar a heresia? Espere sentado! Betto é malicioso e maldoso, preconceituoso em relação ao Vaticano e ao Papa; (...) E agora vem questionar Bento XVI; quem é você?Que arrogância é esta de ousar questionar o Papa ou lhe ensinar o que ele deve dizer a nós brasileiros? Você é melhor do que ele? Você se acha mais assistido e guiado pelo Espírito do que o Papa? Você agora vem, mais uma vez, como um lobo vestido de ovelha, querer jogar o rebanho contra o Pastor, na hora em que as ovelhas se preparam para recebê-lo a primeira vez no Brasil. Sim, meu caro Betto, eu vou dizer a você desde já o que Bento XVI vai dizer no Brasil. Ele vai dizer o mesmo que João Paulo II diria. Ele vai dizer, sim, que a Igreja está do lado dos pobres, mas não aceita a teologia da libertação marxista, que quer acabar com a miséria pela guerra de classes e pela semeadura de ódio nos corações dos pobres. Ele vai dizer, sim, Betto, o que João Paulo disse em Puebla: “esta visão de Jesus como um revolucionário de Nazaré não se coaduna com a fé da Igreja”. Cristo veio para “tirar o pecado do mundo” (Jo 1, 29) e não para fazer política e agitação social.

Prof. Felipe Aquino

* Você pode ler a resposta na íntegra, em:
http://blog.cancaonova.com/felipeaquino/2007/02/07/carta-a-frei-betto/
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Pronto!!! Estava feita a confusão!!!
Aí leigos, padres e até bispos se meteram no meio! Vejam outro texto, de Dom Pedro Casaldáliga, que é, assim como Frei Betto, adepto da TL:
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AMÉRICA LATINA: A VERDADE, PILATOS, É...

(...) A Igreja, a Igreja católica, celebra, em Aparecida, (Brasil), neste mês de maio, a V Conferência do Episcopado Latino-americano e Caribenho. E já se têm levantado vozes, sinceras e dignas de toda participação, cobrando "o que não pode faltar em Aparecida": a opção pelos pobres, o ecumenismo e o macro-ecumenismo, a vinculação de fé e política, o cuidado da natureza, a contestação profética ao capitalismo neoliberal, o direito dos povos indígenas e afro-americanos, o protagonismo do laicato, o reconhecimento efetivo da participação da mulher em todas as instancias eclesiais, a co-responsabilidade e a subsidiariedade de toda a Igreja, o estímulo às CEBs, a memória comprometedora dos nossos mártires, a inculturação sincera do Evangelho na teologia, na liturgia, na pastoral, no direito canônico.

Enfim, a continuidade, atualizada, da nossa "irrenunciável tradição latino-americana" que arranca, sobretudo, de Medellín.

O tema do V CELAM é: "Discípulos e missionários de Jesus Cristo, para que n’Ele os nossos povos tenham vida. Eu sou o caminho, a verdade e a vida". (As discípulas e missionárias, não entrando no enunciado, esperamos que entrem nas decisões da Conferência...).

O discipulado e a missão são a vivência concreta e apaixonada do seguimento de Jesus, "na procura do Reino". O teólogo A. Brighenti assinala que o déficit eclesiológico do Documento de Participação se expressa, sobretudo, no eclipse do Reino de Deus, citado apenas duas vezes em todo o documento. Por que será que se tem tanto medo do Reino de Deus, que foi a obsessão, a vida, a morte e a ressurreição de Jesus?

Nessa Conferência do CELAM não está tudo tranqüilo. Com um gesto mais do que suspeito, agora, nas vésperas da Conferência, estourou o processo do nosso querido Jon Sobrino. Muito sintomático, porque um cardeal da Cúria romana já tinha declarado que antes de Aparecida estaria liquidada a Teologia da Libertação. Esse ilustre purpurado terá de reconhecer, imagino, que depois de Aparecida continuará vivo e ativo o Deus dos pobres, e continuará subversivo o Evangelho da libertação; e que infelizmente a fome, a guerra, a injustiça, a marginalização, a corrupção, a cobiça, continuarão a exigir da nossa Igreja o compromisso real ao serviço dos pobres de Deus.

(...) Com desdém prepotente, Pilatos pergunta a Jesus o que é a verdade, mas não espera a resposta e o entrega à morte e se lava as mãos. Maxence van der Meersch responde a Pilatos e nos responde a todos: "A verdade, Pilatos, é estar do lado dos pobres". A religião e a política têm de acolher essa resposta até as últimas conseqüências. Toda a vida de Jesus, aliás, é essa mesma resposta. A opção pelos pobres define toda política e toda religião.

Dom Pedro Casaldáliga, Bispo Emérito da Prelazia de São Félix do Araguaia (MT) e um dos mais importantes militantes brasileiros pelos direitos humanos.

Leia este artigo na íntegra, em:
http://www.adital.com.br/site/noticia.asp?lang=PT&cod=26873
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Óbvio que não parou por aí! Felipe Aquino também atacou Dom Pedro Casaldáliga, da mesma forma agressiva, chegando a dizer coisas tais como: “Felizmente, Deus está tirando do palco os que erraram o caminho” (referindo-se a D. Pedro e os demais adeptos da TL). O teor de sua carta não está (mais) disponível na Internet; somente a sua retratação.

Confira em:
http://blog.cancaonova.com/felipeaquino/2007/04/15/carta-confidencial-a-d-pedro-casaldaliga/

Muito mais gente entrou neste debate! Mas resolvemos escolher só mais o texto a seguir, de um adepto da TP, por acreditarmos ser bastante esclarecedor da raiz desta divisão entre TL e TP:

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CARTA ABERTA AO PROFESSOR FELIPE AQUINO, À D. PEDRO CASALDALIGA, AOS AFICCIONADOS DA TL, Á DIREITA, À ESQUERDA E AO CENTRO DA CNBB E DO CLERO CATÓLICO BRASILEIRO
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Desde há muitos anos a América Latina se converteu em palco de conflitos ideológicos que noutras partes do planeta perderam todo significado prático. O senso comum reconheceu, nos fatos da história, que as liberdades públicas, as liberdades políticas, as liberdades econômicas e os bons sistemas de governo, andam juntos e concorrem para a realização da dignidade da pessoa humana e para a justiça em todas as suas dimensões. Não há perfeições, é claro, nas realizações humanas, mas é incomparável o resultado obtido nas sociedades que fizeram opções corretas em relação àquelas que adotaram receitas alinhadas com as utopias esquerdistas.

Quando se relacionam as nações segundo seus indicadores de liberdade econômica, qualidade da gestão pública, estabilidade institucional, PIB per capita, liberdade de imprensa e Índices de Desenvolvimento Humano, salta aos olhos que o topo da lista é ocupado pelos mesmos países, ou seja, por aqueles que fizeram escolhas certas. Se bons indicadores de desenvolvimento humano estão entre os objetivos que os cristãos devem perseguir porque colocam a pessoa no lugar exigido por sua dignidade, não cabem dúvidas sobre as escolhas a fazer. Há sociedades que resolveram o problema da pobreza e outras que se empenham em aprofundá-la mediante mecanismos cujo fracasso já está para lá de comprovado.

(...) Não se diga que a abertura econômica gera concentração de riqueza porque nunca a riqueza esteve tão concentrada quanto nos grandes impérios da antiguidade clássica, ou nos absolutismos monárquicos, ou no mercantilismo, ou como ainda hoje se vê nos estados totalitários, nos quais o poder político e o econômico se concentram nas mesmas mãos.

Bem ao contrário do que muitos afirmam, é a economia de mercado que melhor gera e melhor distribui a riqueza produzida pelas sociedades que a adotam. Portanto, se resolver o problema dos pobres é a missão eclesial reconhecida como única ou como a mais importante pela Teologia da Libertação, reflitam seus inspiradores sobre os sistemas econômicos que funcionam. Em vez de invadir e destruir o que não lhes pertence, que peçam educação de qualidade, instituições políticas modernas e joguem na lata do lixo os paralisantes ensinamentos de viés marxista que ministram em suas escolas. Desse mato é que não sairá o coelho da prosperidade material.

Que o Senhor Deus dos cristãos nos preserve em sua verdade.

Percival Puggina

O texto, na íntegra, está em:
http://www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.phtml?cod=24537&cat=Cartas
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Bom... Por fim, nossa opinião:

Já deixamos claro que optamos pela TL, não!?! É importante colocar isso em primeiro lugar!

Crescem cada vez mais os ataques de linhas conservadoras da Igreja Católica à TL. O Ecumenismo tá na moda! Acolhe-se outras denominações, mas os católicos não se entendem “dentro de casa”.

Aqui mesmo, em nosso blog... No penúltimo post, há um comentário que nos acusa de anti-católicos. É doído... Mas é assim mesmo!!! Para os representantes da Teologia da Prosperidade, há sempre um lado certo e o lado da TL!

O engraçado, principalmente no último texto, é que a TP defende o tempo todo um modelo político-econômico (o capitalismo) e depois condena a TL por "se meter com política"! Vai entender...

Outra coisa, também do último texto, chamou-nos a atenção: Para defender o sistema capitalista, chega-se ao contra-senso de afirmar que nossa luta por igualdade é o desejo de implantar um sistema monárquico, totalitário. Como esse problema da dualidade é complicado... Não é de "A", tem que ser necessariamente de "B"...

Enfim... Este texto deixa claro que nunca iremos nos entender. A TP fala para os governantes, latifundiários, grandes empresários... E a TL fala para o povo, para os "pobres da terra".

A TP defende a propriedade privada; a TL defende a terra para todos! Uma age pela Retribuição, pelos méritos; a outra pela Gratuidade, pela Graça. No fundo, uma determina seu ingresso no Céu (manda em Deus) e a outra esforça-se por ouvir a Vontade d'Ele. Isso parece bem claro, não!?!

Mas o problema vai além das barreiras culturais (até porque uma cultura a gente ainda consegue mudar) e da mística: estas questões são UTERINAS mesmo.

Uns vão sempre defender o "justo" Rei Davi e os outros sempre se remeterão às primeiras comunidades, que "mantinham tudo em comum". Não adianta... Ambos sempre terão ao seu lado a Bíblia, pelo menos onde seus trechos forem mais convenientes.

Por isso, lutamos por nos esclarecer e esclarecer os que estão à nossa volta. Mas não queremos ficar discutindo ideologias com quem já tem suas convicções, porque ideologias só dão frutos se encontram eco dentro da gente. Felipe Aquino nunca vai mudar. Nós também não!!! Combater as idéias dele não vai nos aproximar dos que ainda não se esclareceram. Agora, divulgar nossas idéias poderá ser mais eficaz, pois daremos às pessoas a liberdade de escolherem, de optarem por um ou outro projeto de vida.

E isso é Libertação, não!?!

Ritos fundamentalistas, ou Pão e Justiça?

Fazendas do Brasil usam pobres como escravos

Um artigo intitulado "Escravos da Floresta", publicado no jornal britânico The Sunday Times, afirma que os fazendeiros da Amazônia não estão apenas destruindo o meio-ambiente, mas também usando brasileiros pobres "para fazer seu trabalho sujo, deixando-os endividados, presos em cativeiro e abandonados".
De acordo com dados citados na reportagem, pelo menos 25 mil pessoas estariam vivendo em escravidão no Brasil, trabalhando sob um calor extremo, em condições terríveis, muitas vezes presos por dívidas criadas por seus empregadores.
O jornal denuncia que esses homens - quase sempre ingênuos e sem estudo - deixam suas cidades de origem depois de ouvirem promessas de trabalho com bons salários e excelentes condições de moradia na Amazônia.
Eles seriam recrutados pelos "gatos", funcionários de ricos fazendeiros da região amazônica.
Quando chegam a seu destino, no trem conhecido como "Expresso da Escravidão", os trabalhadores "são informados de que devem dinheiro aos proprietários das terras pelos gastos com a viagem, então começam a trabalhar já endividados", afirma o The Sunday Times.
O dominical britânico cita um relatório de 2003, nunca publicado pela Organização Internacional do Trabalho (ILO, na sigla em inglês), que diz que "casos de humilhação são freqüentes e casos de tortura física, como homens levando coronhadas e apanhando com correntes, já foram registrados".
Bhavna Sharma, da ONG Anti-Slavery International, afirma na reportagem acreditar que o governo brasileiro está genuinamente fazendo o possível para resolver o problema, mas que não teria os recursos necessários para ser bem-sucedido.
O artigo conclui que mesmo quando esses trabalhadores são libertados e passam a receber pagamentos do governo durante três meses, a tendência é que eles retornem ao ciclo de exploração.
"Eles voltam a não ter nada. Então, acabam escolhendo a mesma solução de antes - o 'gato'. É um círculo vicioso", contou o Frei Xavier Plassat, que tenta acabar com a escravidão no Brasil há 17 anos.
Fonte: bbc Brasil 03 de setembro, 2006 - 15h12 GMT

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Nossa opinião:

Como não se estarrecer com isso?

Como não se estarrecer também com os pais que colocam suas crianças nos faróis, matando-as aos poucos, intoxicadas pelo escape dos automóveis, a troco de “trinta moedas”?

Como não se estarrecer com a morte de uma professora, recentemente, no interior do RS, assassinada por traficantes? Dizem que eles ficaram enfurecidos pelo trabalho dela, de organização da classe estudantil e combate às drogas. Aliás... Guardemos esta bela palavra: Organização.

Como não se estarrecer com o muro da exclusão, construído em Santa Maria/RS, para separar um bairro em classe média e classe pobre? Não fere isso, inclusive, nossa constituição, que preza o direito de todo cidadão de ir e vir? O fato fez alguém aí se lembrar do Muro de Berlim?

Agora, a pergunta fundamental: Como sair do estarrecimento?

Ou melhor: Como tornar o estarrecimento algo positivo, que transforme a realidade e liberte nosso povo da opressão?

Devemos ficar apenas rezando para que tudo se resolva? Diante dos fatos, torna-se mesmo relevante a preocupação com o gestual, a indumentária e a posição disto ou daquilo, em nossas missas?

Não seria melhor ter mais padres melhor preparados, melhor informados, atentos à realidade, que ensinem o povo a partir da linguagem do povo mesmo, em vez de homilias que nos tornem ainda mais alienados, preocupados com o cardápio da visita “pastoral” de Bento XVI?

Que Deus nos conceda a graça de enxergar além do fundamentalismo de nossas celebrações e que nós tenhamos coragem de buscar o martírio, se preciso for, para defender a verdadeira causa de Jesus!

A Bíblia fala o tempo todo que há coisas mais importantes do que os ritos! Mas vejamos apenas uma citação: "De que me serve a multidão de vossos sacrifícios? - diz o Senhor! - Lavai-vos, purificai-vos, tirai a maldade de vossos atos de diante dos meus olhos; cessai de fazer mal. Aprendei a fazer bem; procurai o que é justo; ajudai o oprimido; fazei justiça ao órfão; tratai da causa das viúvas." (Is 1, 11.16-17)
“Senhor, dai pão a quem tem fome e fome de justiça a quem tem pão!” (Dom Hélder Câmara)