Os Peregrinos

O caminho não é novo... O novo está em nós, no nosso jeito de caminhar!

Ser Zé...

Oi... Aqui é o Zé Luiz!

Antes do texto, quero agradecer ao Brito e ao Rogério pelas palavras... E dizer para o Danilo que não julgue as pessoas pelo nome, pois também Natanael achava que nada de bom poderia vir de Nazaré, quando lhe apresentaram Jesus (Jo 1, 45-46)... E olha no que deu!!!

Sem mais... segue o texto:

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"E agora, José???" (Carlos Drummond de Andrade)

Dizem que nem Jesus conseguiu agradar a todos... Eu, embora insistentemente chamado de herege e constantemente "convidado" a abandonar a Fé (ou a Igreja; o que vier primeiro), diria que Ele não o quis. Mas acho que isso não vem ao caso agora, pois o fato a destacar é que Ele realmente não agradou a todos; e isso porque Ele não foi um Zé.

Nas propagandas da Kaiser, todo mundo, ou gosta, ou quer ser que nem o "Baixinho". Mas isso não é porque ele toma a cerveja da marca tal; e, sim, porque ele é o perfeito José.

José é o masculino de Maria, por excelência. Por isso -- creio eu -- Milton Nascimento não discordaria de que José também é um dom, uma certa magia, uma força, é o som, é a cor, é o suor, é uma gente que não vive, apenas agüenta... e, ainda assim, possui a estranha mania de ter fé na vida.

O Zé é uma unanimidade! Ele é Dirceu, é Genoíno, é Sarney, é Serra... É o José do Egito, que passa de escravo a senhor de seu pai e seus irmãos (Gn 30 - 50)... Mas também foi o pai de Jesus! E hoje é o Pe. Zezinho, o Pe. Zeca, os padres, religiosos e leigos José, Zé, Zezão... Foi meu bisavô, é meu pai, meu irmão, meu sogro e meu cunhado, primos e tios, sou eu mesmo...

Enfim... É um vício, uma virtude, uma característica! Tem o Zé-mané, o Zé-galinha, o Zé-vai-com-os-outros, Zé-mentira, Zé-povinho... O Zé só não é "bobo" nem "ninguém" (isso é coisa do coitado do João). Dado o poder pejorativo que têm, todos se lembram desses títulos. Mas quem se lembra do Zé que inventou a roda? E do que descobriu o fogo? E do primeiro a dominar as técnicas de plantio, da fundição, da escultura, da expressão lingüística e corporal? Podem ter sido um Zé-qualquer, mas o que fizeram certamente não era tarefa para qualquer Danilo.

Há pouco falávamos de Pentecostes, de como o Espírito sopra onde quer. Pois bem... Pode parecer arrogância que um Zé se meta a filosofar, a teologar, a criticar "sabedorias" """bimilenares""" (desculpem... eu não sabia que Bento XVI era tão velho assim... tá bem conservadinho, né!?!)... Mas desdenhar de um José, só porque atende pela alcunha de Zé, é o mesmo que dizer dizer ao Paráclito: "Você não sopra onde quer!" E isso, meus amigos, é uma blasfêmia, uma heresia, um verdadeiro pecado contra o Espírito Santo; o que, segundo Jesus Cristo mesmo diz, não tem perdão (Mt 12, 31-32; Lc12, 10-12).

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Ah... E eu não podia deixar de falar de outro Zé, o José Perez, vulgo Tinoco! No último domingo ele foi homenageado no Programa Raul Gil, da Band. 86 anos de vida, simples, mas cheia de bons exemplos. Ele é simplesmente uma unanimidade no universo artístico, principalmente no mundo da MPB. Esse senhor é a maior prova viva de que os Zés merecem respeito! Queee beleeeeeza!!!

3 caminhantes:

Fala Zé... hehehehe!!!
So conferindo... e aprendendo!!!
Abraço!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

segunda-feira, 11 junho, 2007  

... sobre o comentário feito em off!!!

Pois é seu Zé,

Quando eu for usar tais termos, vou ter mais respeito com os "Zés" agora (claro que sempre te respeitei, vc sabe! rsrsr)

Masd não tinha pensando no quanto se tem Zé famoso e importante por aí (sem considerar os Genuinos, Serras ... ) e lembrando também do BanZÉ.

Bacana essa reflexão....
Meu amigo (e já por isso nunca um Zé-qualquer)

abraços,

sexta-feira, 15 junho, 2007  
Margarida disse...

Zé Luis
Basta ter um bom nome para ser uma boa pessoa.
Tenho um filho com esse nome e acho muito lindo
Adorei o texto
guida

quarta-feira, 08 agosto, 2007